Governo do Rio investirá R$ 150 milhões por ano para melhorar atendimento a gestantes em maternidades públicas

O governo do estado lançou nesta quarta-feira, dia 14, o programa Laços – Maternidade Segura. O objetivo é abrir novos leitos e qualificar os serviços já existentes em maternidades públicas municipais, tanto para os partos de risco habitual quanto os de alto risco. Também serão oferecidos às mães kits com mochila, roupas, mantas e toalhas para o bebê, além de camisa para amamentação e um sling, um tecido utilizado para carregar bebês junto ao corpo de um adulto, e óleos para massagem e hidratação.

O programa, apresentado nesta quarta-feira pelo governador Cláudio Castro, ao lado da primeira-dama Aneline Castro, prevê o repasse de mais de R$ 150 milhões anuais para custeio e investimento nas unidades cadastradas. Dos 70 municípios que têm maternidade municipal, 53 já aderiram ao programa. Os valores referentes ao projeto serão retroativos ao mês de janeiro.

— O cuidado com a mulher deve ser algo pensado em primeiro plano. Nesse processo de retomada do Rio, em que falamos tanto de desenvolvimento econômico, a gente não podia deixar de ter uma política eficaz para a mulher e seu bebê — destacou o governador.

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, ressaltou a importância de ações de cuidado a gestantes e puérperas:


— Queremos garantir a qualidade do atendimento. Esse apoio financeiro é importante não só para abertura de novos leitos, mas também a qualificação do serviço já existente.

Entre os indicativos de qualidade exigidos pelo programa, estão estão aumento do percentual de partos normais, garantia de que o recém-nascido exposto ao HIV faça exame de carga viral, aplicação da vacina BCG na maternidade, garantia à gestante de um ou uma acompanhante de livre escolha durante toda a internação e o registro civil do bebê realizado antes da alta hospitalar.

Para aderir ao programa, os municípios deverão assinar um termo de adesão, além de se comprometerem a enviar quinzenalmente uma planilha de monitoramento de crianças nascidas expostas ao HIV ou à sífilis e inserirem os leitos de alto risco no sistema de regulação estadual.

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