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Governo do Rio anuncia projeto Verão Guandu

Obras e investimentos da Secretaria do Ambiente e Cedae garantirão abastecimento e qualidade da água para estado
O governo do estado do Rio de Janeiro lançou, na manhã desta quinta-feira (25/11), o projeto Verão Guandu 2022, conjunto de medidas adotadas pela Secretaria de Estado de Ambiente e Sustentabilidade (Seas), Cedae, e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Com intervenções de curto, médio e longo prazos, as ações não se restringem ao verão 2021/2022, mas devem assegurar fornecimento de água de qualidade para os próximos anos.

Entre as ações anunciadas, destacam-se a implantação de Unidades de Tratamento de Rios (UTRs) na Baixada Fluminense para diminuir a poluição dos rios Poços, Queimados e Ipiranga e o aumento do volume de bombeamento do rio Guandu para as lagoas próximas à estação de tratamento. Além de melhorar a qualidade da água captada, será possível renovar a água e reduzir os fatores que contribuem para a concentração de algas produtoras da geosmina (fenômeno causado pela presença de nutrientes, calor e água parada, com maior incidência no verão).

Modernização e obras no Sistema Guandu, obras de desassoreamento, acompanhamento de licenças, monitoramento dos rios e investimento em novas tecnologias também fazem parte do planejamento.

Além disso, o Governo do Estado atua também através do Comitê de Segurança Hídrica, criado este ano com o objetivo de agir de forma preventiva para conter os impactos da situação hídrica.

– Investimos nesse grande plano reforçando protocolos e adicionando recursos para que mais de 9 milhões de fluminenses do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Belford Roxo atendidos pela ETA Guandu sejam beneficiados com água de qualidade. Além das UTRs, a Cedae tem modernizado toda a estação de tratamento com equipamentos de última geração. Antes disso, não podemos perder de vista que é preciso eliminar o despejo irregular sobre os rios. A legislação nos protege, mas é necessário fiscalizar para evitar que os resíduos poluam os mananciais que nos abastecem – destacou o governador Cláudio Castro.

Ao descrever o conjunto de medidas, o secretário do Ambiente e Sustentabilidade, Thiago Pampolha, reforçou que os projetos vêm sendo planejados e implantados ao longo do ano e ganharam vulto de forma integrada para o próximo verão.

– Estamos atuando de forma preventiva e por meio de ações integradas para evitar ao máximo que a população fluminense sinta os impactos na qualidade da água e no abastecimento nesse período do verão. Desde o começo do ano estamos focados no trabalho na região do Guandu e agora isso será intensificado com o projeto Verão Guandu – explicou.

Signatária do compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê garantia de disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos (6º objetivo), a Cedae detalhou suas ações no Verão Guandu. Diretor-presidente da companhia, Leonardo Soares observou ainda que a manutenção preventiva do Sistema Guandu (envolvendo a ETA Guandu e os subsistemas Marapicu e Lameirão), prática anual destinada ao verão, acontece em paralelo a investimentos robustos em modernização.

– A Cedae está focada na qualidade da água. Sabemos que o problema tem origem no crescimento desordenado e no desrespeito aos recursos naturais que perdura há décadas. Hoje o nosso desafio é reverter esse cenário por meio de medidas assertivas que já estão sendo adotadas, como a instalação do sistema de bombeamento que diminui a temperatura da água para dificultar a proliferação das algas; as obras de modernização e automação da ETA Guandu; a aquisição de modernos equipamentos para o Laboratório de Qualidade da Água; e o desenvolvimento de um painel on-line que irá oferecer informações em tempo real sobre o estado da água de captação. Todas nossas ações referentes à qualidade da água serão feitas com a máxima transparência possível.

SERVIÇO VERÃO GUANDU

MANUTENÇÃO PREVENTIVA DO SISTEMA GUANDU – Dia 25/11, das 8h às 20h. O serviço mobiliza 400 profissionais entre engenheiros, eletricistas, mecânicos e agentes de saneamento, além de 28 veículos na operação. A ação permite reparos e correções, como limpeza das estruturas, inspeção das instalações e substituição de válvulas e registros. Executada todos os anos, a operação este ano coincide com obras de modernização do sistema. Mais informações: https://cedae.com.br/Noticias/detalhe/verao-em-foco-cedae-prepara-guandu-para-a-estacao-mais-quente-do-ano/id/1110

UNIDADES DE TRATAMENTO DE RIOS (UTRs)– Parceria Seas, Cedae e Comitê Guandu-RJ, em um investimento de R$ 108 milhões. Sistema similar ao já implantado no Rio Carioca, no Flamengo. Construção de duas unidades iniciais, uma no Rio Queimados (alimentado pelo Rio Poços) e outra no Rio Ipiranga. Inicialmente, a Cedae fará operação de contingenciamento para o verão 2022. O objetivo é eliminar o fósforo da água, nutriente que fomenta a proliferação das algas. A estrutura trata a água de um rio antes do seu deságue em uma baía, lagoa ou o oceano. Por meio do lançamento de microbolhas na água, que funcionam como uma espécie de colchão que joga o poluente para cima em forma de espuma, permitindo sua retirada. Assim, contribui para reduzir o despejo de poluentes na Lagoa do Guandu. Uma UTR é composta por caixa de areia; ecobarreira (cerca para reter o lixo flutuante); pátio de armazenamento de produtos químicos; módulos de equipamentos; bacias de floculação e flotação com respectivos sistemas de aeração e recirculação; retenção e remoção de lodo flotado; laboratório; e captação de bombeamento de água.

SISTEMA DE BOMBEAMENTO RIO GUANDU/LAGOAS – Cedae ampliou a estrutura e a capacidade do sistema implantado em abril de 1 metro cúbico (m³) por segundo para 3 m³ por segundo. O mecanismo, que bombeia água do Rio Guandu para a Lagoa Grande, próxima ao ponto de captação da ETA Guandu, ajuda a combater a concentração de algas produtoras da geosmina, que costumam surgir com calor, nutrientes e água parada. O bombeamento assegura queda da temperatura da água em sete graus centígrados e impede que a Lagoa Grande fique com água parada.

LABORATÓRIO DE QUALIDADE DA ÁGUA – Modernização do laboratório inclui a aquisição de microscópios de alta resolução, novo painel de monitoramento de padrões de qualidade da água e outros equipamentos. O número de funcionários dedicados foi acrescido demais nove profissionais, que estão passando por treinamento com especialistas em taxonomia e ecologia de microalgas. A Cedae também implantou Painel Sensorial próprio, que permite comparação com o serviço prestado por laboratório contratado.

PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO DE LICENÇAS DA REGIÃO DO GUANDU E ADJACÊNCIAS (ALGA) – Projeto da Seas e Inea de acompanhamento de licenças na Região do Guandu explora com mais profundidade os problemas da região ao traçar um diagnóstico do cenário. O objetivo é entender e estabelecer um protocolo para atividades licenciadas na Bacia do Guandu e tem como foco o Programa de Autocontrole de Efluentes Líquidos – o Procon Água.

LABORATÓRIO DE INOVAÇÃO DA CEDAE – Companhia vai transformar um andar inteiro da sede na Avenida Presidente Vargas em laboratório de inovação para impulsionar startups. O espaço, que deve ser inaugurado em fevereiro, vai unir universidades e empresas para o desenvolvimento de projetos de segurança hídrica, redução de consumo e sustentabilidade. As instalações preveem ambiente de realidade virtual e anfiteatro. O nome e a logomarca do laboratório serão escolhidos por funcionários em votação pela intranet. Com esse projeto, a Cedae investe na inovação, modernização e na agenda ESG (sigla que traduzida do inglês significa Ambiente, Social e Governança, remetendo a boas práticas de gestão com responsabilidade social e sustentabilidade).

DESASSOREAMENTO – “LIMPA-RIO” – Limpeza dos rios que atualmente têm o escoamento natural prejudicado. A licitação para a escolha da empresa que fará o serviço está prevista para o dia 7 de dezembro. Serão destinados recursos de R$ 27 milhões para o serviço. A estimativa é a de retirar cerca de 113 mil m³ de sedimentos do Rio Queimados e, aproximadamente, 73 mil m³ do Rio Ipiranga. O trecho da intervenção deverá contemplar desde a foz até a confluência com os rios Poços e Cabuçu, respectivamente. As intervenções devolverão as contribuições para as lagoas do Guandu e Quiabal com quantidade (volume) e qualidade (após tratamento das UTRs) adequadas.

MONITORAMENTO – O Inea monitora mensalmente 12 pontos da sub bacia do Rio Guandu, que abrange os Rios Ribeirão das Lajes, Santana, Macaco, Santo Antônio, São Pedro, Cabuçu e Ipiranga. Também monitora os Rios Poços e Queimados que, além de receberem as contribuições urbanas, cruzam o Distrito Industrial de Queimados, que lançam os efluentes em suas águas. O instituto coleta amostras de água para análise do Rio Guandu com o objetivo de avaliar a qualidade da água bruta que chega para tratamento na ETA. Os resultados são divulgados nos boletins de qualidade de águas disponibilizados no portal do Inea.

ESTUDO DETALHADO DA REGIÃO – Em parceria com o Comitê de Bacias, o Inea planeja elaborar um Estudo Detalhado da Região considerando todos os compartimentos ambientais (água, ar, sedimento e vida aquática) para gerar mais informações e conhecimento da região. A ideia é nortear Políticas Públicas, Ordenamento do Território e contribuir para o desenvolvimento de artigos científicos e elaboração de trabalhos acadêmicos.

QUALIDADE DA ÁGUA GUANDU – Rotineiramente, a Cedae efetua mais de 100 coletas diárias de amostras para análise da qualidade da água ao longo de sua rede de distribuição, além de coletas nas saídas de tratamento das estações de tratamento e mananciais. Os resultados de testes são publicados com transparência para acompanhamento da sociedade em https://cedae.com.br/relatoriosguandu.

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