Gestão Caboclo na CBF teve gastos de R$ 100 mil com vinhos, diz jornal

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) gastou cerca de R$ 100 mil em vinhos durante a gestão de Rogério Caboclo, presidente afastado da entidade após denúncias de assédio moral e sexual. É o que mostram levantamentos feitos por auditores internos e divulgados nesta 3ª feira (13.jul.2020) pelo jornal O Estado de S.Paulo. 

Notas fiscais revelam a aquisição de 171 garrafas de vinho com valores unitários que variavam de R$ 250 a R$ 1.800.

As maiores compras foram registradas em maio de 2020, com valor total de R$ 14.000, e em julho do mesmo ano, de R$ 16.000. Outra nota fiscal, de R$ 10.000, foi emitida no dia 30 de junho deste ano, depois de decisão da Comissão de Ética da CBF que afastou Caboclo da presidência por 30 dias.

Em acusação feita no mês passado, uma funcionária disse ter sido assediada moral e sexualmente pelo presidente da CBF. Ela também afirma que Caboclo estava sob efeito de álcool quando os abusos ocorreram. No documento, relata pedido para que escondesse bebidas em lugares combinados.

Segundo O Estado de S.Paulo, as notas fiscais obtidas mostram a compra de 126 garrafas do vinho mencionado no depoimento da vítima.

Em nota enviada ao jornal, Rogério Caboclo afirma que os vinhos comprados “estão todos dentro de seu valor de mercado” e que “as aquisições ocorreram para abastecer eventos sociais, que são comuns e frequentes na entidade”.

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