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Funcionários de clínica de estética onde diarista fez procedimento antes de morrer serão ouvidos nesta terça-feira

Uma das pacientes operadas pelo médico colombiano Brad Alberto Castrillon SanMiguel, a promoter Daiana França esteve nesta segunda-feira (20) na 27ª DP (Vicente de Carvalho), onde prestou depoimento para o inquérito que apura a morte da diarista Maria Jandimar Rodrigues, de 39 anos. Maria foi encontrada sem vida, na última sexta-feira (17), no estacionamento de um centro comercial anexo ao Carioca Shopping, na Vila da Penha, na Zona Norte do Rio, onde fica a clínica de Brad SanMiguel, pouco depois de iniciar um procedimento estético com ele. Segundo o advogado Hugo Novais, que defende o médico, o colombiano está cooperando com as investigações. Ele prestou depoimento na noite desta segunda-feira. Nesta terça-feira (21), funcionários da clínica de estética são aguardados para serem ouvidos na delegacia.

A diarista Maria Jandimar morreu na última sexta-feira, 17 de dezembro
A diarista Maria Jandimar morreu na última sexta-feira, 17 de dezembro Foto: Reprodução

Com sequelas, como dificuldades para andar e uma incisão ainda aberta, decorrentes de uma infecção generalizada, Daiana contou que tudo começou após se submeter a um procedimento com Brad no início do mês passado. Ela ficou 23 dias internada, 16 deles num CTI.

— Fiz o procedimento no dia 4 de novembro. Com certeza, poderia ter acontecido comigo o mesmo que aconteceu com a Maria, porque eu fui desenganada. A cada dia (que passava) não sabia se iria viver ou morrer. Tive infecção generalizada. No hospital (onde foi atendida), foi comentado que o material utilizado no procedimento estético não estava esterilizado de forma correta — contou Daiana na porta da delegacia, ontem: — Espero que ele pague pelo que fez. A Maria não teve a mesma sorte que eu tive (de sobreviver). Ainda não estou recuperada, não estou cem por cento.

Também paciente de Brad SanMiguel, Daiana França prestou depoimento nesta segunda-feira, 20 de dezembro
Também paciente de Brad SanMiguel, Daiana França prestou depoimento nesta segunda-feira, 20 de dezembro

Brad SanMiguel tem duas passagens pela polícia; uma delas por ameaça. Ele prestou depoimento na noite desta segunda-feira (20), na delegacia de Vicente de Carvalho, onde também precisou apresentar documentações e diplomas que confirmassem sua atuação como cirurgião plástico. Segundo o advogado Hugo Novais, que defende o médico, o colombiano está cooperando com as investigações.

Wagner Vinicius Morais de Carvalho, de 33 anos, e Brenda Rodrigues, de 21, viúvo e filha de Maria Jandimar, também foram à 27ª DP nesta segunda-feira (20) prestar depoimento como testemunhas. Antes ser ouvido, Wagner frisou que sua família está em busca de justiça.

— Hoje a gente veio aqui em busca de justiça pelo o que aconteceu com minha esposa. Quero que outras mulheres não sejam vítimas deste médico. Que ela seja a última — disse Wagner, que tinha um relacionamento com Maria Jandimar há seis anos.

Perícia foi feita

A clínica passou por uma perícia nesta segunda (20) e seguirá interditada até o fim da investigação. Segundo o delegado Renato Carvalho, da 27ª DP, foram apreendidos no local materiais usados para realizar lipoaspiração:

— Em um primeiro momento, a clínica estaria habilitada para pequenas intervenções. Vamos aguardar o laudo pericial.

A clínica de Brad SanMiguel passou por perícia nesta segunda-feira, 20 de dezembro
A clínica de Brad SanMiguel passou por perícia nesta segunda-feira, 20 de dezembro Foto: Marcos Nunes

O procedimento em Maria Jandimar, na última sexta-feira (17), seria um dos últimos realizados na clínica. O médico colombiano estava se mudando para um lugar maior para fazer seus procedimentos. De acordo com o delegado, o laudo preliminar cadavérico feito no corpo da diarista não conseguiu descobrir o que causou a morte dela. Agora, ele aguarda resultados de novos exames. O corpo de Maria Jandimar foi enterrado no domingo, no Cemitério de Inhaúma.

— O laudo preliminar não deu margem para definir a causa da morte. O médico (legista) não encontrou nenhum tipo de situação (indícios da causa da morte). Então, quando isto acontece, é normal que se faça um exame das vísceras. Este exame dará à perícia maiores dados para dizer exatamente o que aconteceu — disse o delegado.

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