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Fumantes têm menor resposta imune de vacina contra a Covid-19, sugere estudo

Um estudo de pesquisadores do Hospital de Utsunomiya e da Jichi Medical University, no Japão, concluiu que fumar pode diminuir a resposta imune da vacina da Pfizer, contra a Covid-19. Os pesquisadores constataram também que parar de fumar antes da vacinação pode melhorar a eficácia do imunizante. 

De acordo com os pesquisadores, os participantes foram divididos em “sempre fumantes” e “nunca fumantes”. Os resultados apontaram que em ambos os grupos, masculino e feminino, os títulos medianos de anticorpos ajustados por idade foram significativamente mais baixos em pessoas que sempre fumaram do que em quem nunca fumou.

Dado que as taxas de tabagismo nos grupos masculino e feminino foram de 61,0% e 31,0%, respectivamente, esses resultados sugerem que a diferença sexual nos títulos de anticorpos reflete fortemente nas diferenças sexuais no tabagismo, ao invés das diferenças biológicas de sexo.

Além disso, os títulos de anticorpos foram significativamente mais baixos nos fumantes atuais do que nos ex-fumantes. Esses resultados sugerem que a cessação do tabagismo reduzirá o risco de um título mais baixo de anticorpos.

Segundo o médico intensivista e cardiologista, André Gasparoto, que coordenada a equipe médica das UTI’s da Beneficiência Portuguesa em São Paulo, os resultados observados na pesquisa acontecem pois o paciente usuário do tabaco já possui uma predisposição na falta da produção de anticorpos.

“O nosso organismo possui receptores para nicotina em todo o corpo, e um dos órgãos que possuem receptores para nicotina é o baço. E o baço é fundamental após a imunização para a produção de linfócitos, que vão gerar nossos anticorpos. Então, no paciente tabagista, muitos desses receptores que deveriam estar atuando na produção de anticorpos podem ter sua ação prejudicada por estarem recebendo nicotina ao invés do imunizante e com isso diminui a resposta imunológica”.

O ensaio foi feito com 378 profissionais de saúde, com idades entre 32 e 54 anos, três meses após tomarem a segunda dose do imunizante. A ideia do estudo era determinar o que os cientistas chamam de títulos de anticorpos, que é a quantidade de anticorpos presentes no indivíduo, nos japoneses e “explorar os fatores associados a esses títulos de anticorpos em uma ampla gama de características clínicas e de estilo de vida no Japão.”

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