França e Alemanha misturam vacinas contra covid-19; OMS desaconselha

A França e a Alemanha passaram a recomendar que pessoas com menos de 60 anos que já receberam a vacina da AstraZeneca contra a covid-19 recebam a 2ª dose de outro fabricante, Pfizer ou Moderna.

O objetivo, de acordo com as autoridades sanitárias, é reduzir os riscos de coágulos sanguíneos. A reação foi registrada principalmente entre pessoas mais jovens, de acordo com o Reino Unido. Na Europa, foram 222 casos do efeito colateral em 34 milhões de pessoas vacinadas.

Mas a OMS (Organização Mundial de Saúde) não recomenda que vacinas diferentes sejam aplicadas em uma mesma pessoa. De acordo com o órgão, as consequências, incluindo os níveis de eficácia e segurança da imunização, são desconhecidas.

O imunizante da AstraZeneca foi analisado pela EMA (Agência Médica Europeia). A recomendação foi que a bula da vacina incluísse os coágulos como uma “possível reação“. O efeito adverso pode afetar principalmente mulheres com menos de 60 anos, segundo a agência europeia.

A mesma recomendação de alteração da bula foi feita pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no início de abril. A agência afirmou que os benefícios superavam os riscos e manteve a recomendação de uso da vacina.

Alemanha, Espanha e Portugal estão aplicando o imunizante apenas em pessoas acima dos 60 anos. A França limitou o uso da vacina aos maiores de 55 anos. Outras nações, como a Dinamarca, suspenderam completamente a distribuição.

Já o Reino Unido não limitou o uso da vacina da AstraZeneca. Mas ofereceu às pessoas de 18 a 29 anos a possibilidade de se vacinarem com doses de outras fabricantes.

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