França corta submarino nuclear em 2 para recuperar embarcação incendiada

Após um incêndio que danificou seriamente a estrutura em junho do ano passado, a França decidiu cortar o submarino nuclear Perle em duas partes para unir o pedaço que saiu ileso do acidente a outra estrutura e, assim, formar uma nova embarcação, reformada.

O fogo consumiu o submarino Perle durante uma parada técnica na base naval de Toulon, no Mediterrâneo. Foram necessárias 150 pessoas para apagar o incêndio. Apesar dos graves danos à embarcação, não houve feridos — e metade do aparelho conseguiu ser salvo.

Seções diferentes do novo submarino francês que está sendo montado a partir do Perle, que pegou fogo no ano passado. Foto de 13 de abril — Foto: Naval Group / AFP

Em setembro, o chefe do Estado Maior da Marinha francesa, Pierre Vandier, disse à imprensa que provavelmente o incêndio teve origem no aquecimento gerado pela iluminação que gerou fagulhas que consumiram uma folha de plástico em vinil posicionada próximo a uma estrutura de madeira. O fogo, assim, se espalhou pelo submarino.

Seções diferentes do novo submarino francês que está sendo montado a partir do Perle, que pegou fogo no ano passado. Foto de 13 de abril — Foto: Naval Group/AFP Photo
Vista do canteiro de obras naval em Cherbourg, na França, que recupera submarino incendiado. Foto de 13 de abril — Foto: Naval Group/AFP Photo
Seções diferentes do novo submarino francês que está sendo montado a partir do Perle, que pegou fogo no ano passado. Foto de 13 de abril — Foto: Naval Group/AFP Photo

Segundo o site francês Mer et Marine, especializado em navegação marítima, as obras ocorrem em Cherbourg, importante cidade portuária francesa no Canal da Mancha, desde janeiro, após meses de uma operação logística para retirar o submarino da base de Toulon e fazê-lo dar praticamente a volta no litoral da França.

O submarino Perle estava em uso da Marinha francesa desde 1993. Ao fim das obras, segundo o site Mer et Marine, a estrutura chegará a 74 metros de comprimento por 7,6 metros de diâmetro, e pesará mais de 2,7 mil toneladas. A expectativa é que a embarcação volte ao serviço até 2023 para navegar até 2030. Mais de 300 pessoas estão envolvidas nas obras de recuperação.

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