Fluminense vence Sport, por 2×1, de virada

De olho no Cerro Porteño, terça-feira, pela Libertadores, o técnico Roger Machado preservou os titulares neste sábado e mandou a campo um time alternativo contra o Sport, na Ilha do Retiro. Apesar de ter conseguido a virada por 2 a 1, a escalação inicial do Fluminense não funcionou. Longe disso.

O Tricolor começou a partida, válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, com seis atletas com mais de 30 anos, além de dois de 29, e mostrou pouquíssima intensidade nos primeiros 45 minutos. O time com Wellington, Nenê, Cazares e Ganso (de falso 9) estava lento, o que já era de se imaginar, e não agredia o adversário.

Roger em Sport x Fluminense pela Série A — Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press

É preciso reconhecer que os primeiros 10 minutos de jogo do Fluminense foram bons, e a equipe chegou com perigo duas vezes, com Nenê e Luiz Henrique. Mas só. Depois, o time não assustou e esteve apático até o intervalo. É preciso reconhecer também que foi muito pouco mesmo para os reservas – alguns nem tanto assim – do Fluminense.

O Sport, que não vence desde a quarta rodada, começou a gostar da partida e acelerar suas investidas ao ataque. Estava fácil quebrar a primeira linha de “marcação” tricolor, o que deixava o Leão quase sempre com vantagem numérica no campo do Flu.

André e Tréllez assustaram, mas pararam em boas defesas de Muriel. O goleiro, que não jogava desde novembro do ano passado, mostrou poder de reação em ambos os lances.

Muriel faz grande defesa em chute de Trellez, em Sport x Fluminense — Foto: Paulo Paiva/AGIF

Embora melhor na partida, o Sport também tinha dificuldades para criar mais chances, mas não por mérito do Fluminense. Pelo contrário. A equipe de Roger não dificultava a vida rubro-negro, tampouco dava trabalho.

Após pênalti infantil cometido por David Braz, o Tricolor foi para o intervalo com a derrota parcial por 1 a 0. A verdade é que, pela escalação, era difícil imaginar um bom primeiro tempo e esperar alguma melhora sem mexidas na equipe.

Ganso em Sport x Fluminense pela Série A — Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press

A primeira mudança de Roger foi 50% planejada e 50% pelas circunstâncias de jogo. Já estava nos planos do treinador sacar Nenê no intervalo, mas a ideia inicial não era acionar Lucca, já que o atacante é a única opção para a função de centroavante disponível para o jogo contra o Cerro, além do jovem João Neto.

Mas com o desempenho ruim de Ganso como falso 9 na primeira etapa e com a necessidade de fazer gols, foi a solução encontrada pelo treinador. O camisa 10, então, foi deslocado para o meio.

Com uma avenida do lado direito do Sport, mesmo Danilo Barcelos, que não fazia boa partida, conseguiu encontrar espaços para subir sozinho em duas oportunidades. Na primeira, Lucca parou em defesa de Maílson e, na segunda, o atacante empatou o jogo. Vale destacar que o Fluminense demorou a perceber que o seu lado esquerdo era o caminho mais curto para chegar ao gol.

Lucca comemora gol em Sport x Fluminense — Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press

Só aos 23, Roger voltou a mexer: Matheus Martins na vaga de Cazares. O garoto de 17 anos entrou bem, dando mais vigor e intensidade à equipe e explorando justamente o lado direito adversário. Em poucos minutos, o jovem arriscou bom chute e, depois, arranjou escanteio; na cobrança, outra vez Danilo Barcelos serviu Lucca. Dobradinha improvável de sábado.

O treinador ainda trocou Luiz Henrique por João Neto e, perto do fim, Wellington por Yago e Ganso por Gustavo Apis. As substituições, principalmente, as entradas de Lucca e Matheus Martins mudaram equipe. Mas por que Roger já não começou com um time mais leve? Por que optou por insistir em peças que ele já conhece e não testar e dar ritmo aos jovens desde o início?

As mexidas, neste sábado, serviram sobretudo para consertar uma escalação que dificilmente daria liga. E não só pela falta de entrosamento, mas pelas características dos atletas. A questão, quando se trata de Ganso, Cazares e Nenê, não é qualidade. Nunca foi. Mas eles precisam de jogadores de intensidade por perto. Mesclar desde o início, talvez, fosse a melhor opção. E vamos combinar também que a vitória passa muito pela fragilidade atual do Sport.

Com a virada, o Fluminense chegou a 17 pontos, empatando com o Bahia, sexto colocado do Brasileirão, mas ficou em sétimo por conta do número de vitórias (5 a 4 para o Tricolor de Aço).

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