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Fluminense supera Cerro Porteño, vence por 1×0, e avança pras quartas de final da Libertadores

A preocupação com a qualidade do futebol apresentado é pertinente. O Fluminense voltou a não jogar bem. A verdade é que a equipe não passa pela melhor de suas fases na temporada em termos de atuação. Vale ressaltar, porém, que em meio ao desgastante calendário brasileiro, oscilações são comuns. E este mesmo Flu já bateu equipes como River Plate e Flamengo meses atrás.

Neste jogo especificamente, com a boa vantagem de 2 a 0 adquirida no jogo de ida, o Fluminense claramente optou por administrar o resultado e não “engatou a sexta marcha”. Com o gol de Fred, de pênalti, aos 23 minutos, isto se acentuou. E para um time que já tem criado pouco, o conforto no agregado significou ainda menos volume. Tanto que no 1º tempo o time só deu um chute a gol.

Fred, Gabriel Teixeira e Nenê,  Fluminense x Cerro Porteño, Libertadores — Foto: Alexandre Durão

Com o gramado ruim do Maracanã, o time voltou a optar pela conexão direta, mas não teve bom aproveitamento nas bolas longas, o que prejudicou ainda mais a atuação. Por baixo, o time segue com dificuldades de construção.

Em desvantagem, o Cerro precisou propor o jogo e foi para cima. O Fluminense não conseguiu neutralizar completamente o adversário, que criou chances. Mas graças a intervenções cruciais dos defensores e boas defesas de Marcos Felipe, os paraguaios não chegaram a um gol que pudesse dar esperanças de reverter o resultado.

Gabriel Teixeira, Fluminense x Cerro Porteño, Libertadores — Foto: Divulgação/Conmebol

A necessidade do Cerro deu espaços ao Flu. Mas o Tricolor teve dificuldades de encaixar contra-ataques. Ainda assim chegou a levar perigo em finalizações de Samuel Xavier e Luiz Henrique de fora da área. No fim, a equipe brasileira confirmou o favoritismo no confronto e avançou sem sustos.

O adversário na próxima fase, porém, é o Barcelona de Guayaquil, equipe mais forte e em melhor fase que Cerro. Vem de quatro vitórias, passou bem sobre o Vélez Sarsfield nas oitavas e é vice-líder do campeonato equatoriano, enquanto os paraguaios não vencem há seis jogos.

O sarrafo é mais alto. Portanto, para passar das quartas, o Fluminense precisará fazer mais do que tem feito nos últimos jogos. A referência pode vir justamente do jogo contra o Cerro Porteño, mas não este segundo, e sim do primeiro, o 2 a 0 fora de casa. O tempo, porém, é curto. Roger Machado tem apenas uma semana para encontrar caminhos para a equipe evoluir.

Como esperança para o torcedor tricolor fica o fato que mesmo quando não atua bem, este time do Fluminense é competitivo. E este grupo de jogadores tem a característica de gostar de jogos grandes. Crescem quando desafiados, dão trabalho fora de casa. Conhecem bem o espírito de guerreiros do Tricolor. Como pede a tradicional faixa da torcida, a ordem é lutar sempre até o fim.

Fred, Gabriel Teixeira e Nenê,  Fluminense x Cerro Porteño, Libertadores — Foto: Alexandre Durão

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