Fluminense sofre primeira derrota, por 1×0, no Brasileirão

Fluminense repetiu o repertório, mas não o resultado. Na última quarta-feira, a equipe de Roger Machado criou pouco, insistiu nas mesmas teclas e amargou sua primeira derrota neste Campeonato Brasileiro após seis rodadas: 1 a 0 para o Atlético-GO, no Antônio Accioly. Foi mais uma partida com substituições tardias e já esperadas… e mais uma partida em que o time praticamente não apresentou variações.

Até então invicto há 14 jogos no Brasileirão, o Tricolor teve um desfalque importante para a partida. Caio Paulista, que vinha em uma sequência de oito jogos consecutivos como titular, foi poupado e substituído por Kayky. O jovem de 18 anos fez partida razoável, sobretudo no primeiro tempo, mas pecou em algumas tomadas de decisão e deixou o campo aos 23 da segunda etapa.

Além do atacante, o lateral-esquerdo Egídio foi preservado e deu lugar a Danilo Barcelos, que não apresentou bom futebol. Longe disso. Com a base da equipe mantida, a escalação inicial foi:

Marcos Felipe; Calegari, Nino, Luccas Claro e Danilo Barcelos; Martinelli, Yago e Nenê; Kayky, Gabriel Teixeira e Fred.

Kayky, atacante do Fluminense — Foto: Lucas Merçon FFC

Estatísticas

Atlético-GOFluminense
45%Posse55%
8 (3 certos)Finalizações4 (2 certos)
23 (6 certos)Cruzamentos28 (3 certos)
21Faltas17
385 (320 certos)Passes423 (340 certos)
16Desarmes12
6Escanteios5
0Impedimentos4

Ao longo dos 45 minutos iniciais, Fluminense e Atlético-GO fizeram jogo equilibrado, sem grandes chances. As duas equipes impuseram ritmo alto logo de cara, principalmente quando não tinham a bola, e diminuíram os espaços, inclusive o Tricolor, que costuma dar campo. Até o intervalo, é bem verdade que a equipe de Roger pouco sofreu, mas também quase não agrediu. Fred até teve uma chance, cara a cara, mas não dominou e desperdiçou uma das poucas bolas que teve.

Mesmo em noite ruim, vale ressaltar que o camisa 9 ficou no jogo até os 30 da segunda etapa, sendo substituído (“é claro”) por Abel Hernández. Assim como Nenê, que também fez partida apagada, foi sacado no mesmo momento para a entrada de Ganso. Além de previsíveis, as mexidas tardias deixaram um time cansado por mais tempo diante de um Atlético cheio de vigor físico.

Roger Machado, técnico do Fluminense — Foto: Lucas Merçon FFC

Questionado sobre a permanência dos veteranos na coletiva pós-jogo, Roger disse ser uma “informação incompleta”, pois o gol de Nathan Silva saiu minutos depois:

– Acho que é uma informação incompleta, porque foi justamente depois da saída dos dois que nós sofremos mais, com jogadores descansados entrando. Foi depois das substituições que o Atlético conseguiu reverter o controle do jogo que nós tínhamos.

Antes de levar o gol, porém, o Fluminense já vinha sofrendo. Até chegou a esboçar uma postura mais ofensiva após o intervalo, chegando com perigo com cabeçada de Fred, aos dois minutos. Mas só. A subida ao ataque, por outro lado, deu espaços para o Atlético, que assustou por três vezes até, enfim, abrir o placar. Aos 14, Natanael, sozinho, parou na trave; aos 27, Zé Roberto teve gol anulado; e, aos 32, André Luís driblou Nino, mas chutou para fora.

A ida emergencial de Yago para a lateral-direita, após Calegari e Samuel Xavier sentirem problemas físicos, também prejudicou o time. André entrou no meio de campo, mas com características mais defensivas, deixou o Fluminense ainda mais improdutivo. Novamente refém das bolas paradas, a equipe abusou dos cruzamentos, facilmente interceptados por uma defesa mais inteira contra um ataque já cansado.

A verdade é que o repertório tricolor não é vasto: as mexidas são sempre as mesmas (por vezes até na mesma ordem) e o time depende muito dos pontas, que não tiveram apoio dos laterais nesta quarta. Sem Caio na direita, Calegari/Samuel/Yago ficaram presos atrás, uma vez que o atacante ajuda muito na recomposição, possibilitando inclusive as jogadas de ultrapassagem.

Já no lado esquerdo, foi o contrário: com Danilo Barcelos, que praticamente não subiu e teve dificuldade na marcação, Biel precisou voltar mais do que o costume e, com isso, apareceu menos na frente.

Danilo Barcelos, em Atlético-GO x Fluminense — Foto: Lucas Merçon FFC

Com três meses de temporada, é natural que os clubes estudem e, cada vez mais, conheçam seus adversários… e tem ficado fácil prever o que o Fluminense fará em campo. O time foi eficiente em boa parte dos jogos até aqui e precisa encontrar alternativas para continuar sendo.

Com nove pontos conquistados no Brasileirão, o Tricolor volta a campo no próximo domingo, quando recebe o Corinthians, pela sétima rodada, às 16h (de Brasília), em São Januário.

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