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Fluminense perde para Atlético MG e é eliminado da Copa do Brasil

O que mais deve incomodar na derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG nesta quarta-feira, que selou a eliminação na Copa do Brasil, é o fato de que o Fluminense caiu sendo incapaz de mostrar sua melhor versão. Ainda que repleto de desfalques, diante de uma das melhores equipes do futebol brasileiro e com o peso da desvantagem de ter perdido o primeiro jogo, o time comandado por Marcão poderia ter feito mais no Mineirão.

Antes de mais nada, essa é uma conclusão definida já pesadas as circunstâncias. Com a necessidade de uma vitória, o Fluminense foi a campo com oito desfalques, dentre os quais a dupla titular de volantes formada por Martinelli e André – o segundo chegou a viajar a Belo Horizonte, mas por fim sequer ficou no banco. Wellington foi o responsável por fazer, sozinho no setor, a primeira ligação entre a defesa e o meio de campo.

Hulk, do Atlético-MG, comemora o gol que selou a vitória sobre o Fluminense — Foto: Fernando Moreno/AGIF

A estratégia do Fluminense, cristalina desde o primeiro minuto, não poderia ser outra: fechar-se na defesa, aguardar o Galo e armar a arapuca na busca do gol que poderia mudar a história do confronto. E deu certo por mais da metade do primeiro tempo. Até ali, com exceção de poucas boas tramas entre Hulk, Nacho e Zaracho, o Atlético ficava de lá para cá e desenhava em frente à área tricolor um inoperante arco que ia da ponta direita, passava pela intermediária e terminava na esquerda. E vice-versa.

As poucas bolas que se aproximavam do gol de Marcos Felipe eram logo rechaçadas por Nino e Luccas Claro. Por sua vez, o Flu só não abriu o placar porque havia do outro lado um dos melhores goleiros em atividade no país. Everson mostrou reflexo incrível em cabeçada de Fred no contrapé, que nasceu de uma boa escapada de Luiz Henrique e Danilo Barcelos na esquerda.

Dos 30 minutos em diante, sem motivo aparente senão a impressão de que se deu conta de que tem um time mais qualificado e que precisava apenas colocar a bola no chão, o Atlético-MG acordou e empurrou o Flu contra o seu campo. Foi o momento em que começou a aparecer Marcos Felipe, o melhor jogador do Tricolor na partida. Mas o que mudou a rota do jogo foi uma mudança do técnico Cuca no intervalo.

Diego Costa entrou no lugar de Vargas, e o Galo passou a ter um homem plantado entre os dois zagueiros do Fluminense. Nino e Luccas Claro, até então afinados, demoraram a se entender sobre quem deveria deixar sua posição para dar o bote no centroavante. Dessa forma, nos primeiros minutos do segundo tempo, Diego recebia na entrada da área, girava e abria na lateral. Recebia, girava e abria.

O gol do Atlético-MG nasceu dessa forma. Diego Costa recebeu bem na entrada da área, Nino demorou para chegar, e ele abriu em Mariano na direita. O lateral cruzou, e a bola resvalou no braço aberto de Danilo Barcelos. Pênalti que Hulk converteu. A penalidade em lance bobo comprometeu toda a estratégia do Fluminense e, por consequência, cortou na raiz o broto da esperança em uma virada.

A necessidade de sair para o ataque ainda jogou luz na inoperância de Nonato, quem mais ficou devendo entre os jogadores tricolores no Mineirão. Marcão tentou corrigir isso colocando Calegari no seu lugar e aproveitou para fazer mexidas no sentido de povoar a área, mas as entradas de Bobadilla e Gustavo Apis pouco ou quase nada surtiram efeito.

Do outro lado, o Atlético-MG tinha cada vez mais espaço para atacar e só não esticou o placar graças a Marcos Felipe, a trave e, em alguns lances, poucos centímetros. O Galo terminou o jogo com 60% de posse de bola, 14 finalizações e cinco chutes na direção do gol, enquanto a única vez em que Everson precisou trabalhar foi na cabeçada de Fred, e só. Para passar de fase, o Fluminense precisava ser impecável, mas passou longe disso.

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