Fluminense fecha acordo com a PGFN e reduz em quase R$ 20 milhões sua dívida com governo

Há alguns anos vivendo uma crise financeira, o Fluminense deu mais um passo para se reestruturar e arrumar a casa. Neste mês de dezembro, o clube fechou um acordo com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão público encarregado de cobrar dívidas com o governo, para renegociar seus débitos e conseguiu um desconto de 30% sobre o que deve de impostos.

Da quantia de aproximadamente R$ 63 milhões devida pelo clube ao governo, o Fluminense conseguiu uma redução para cerca de R$ 44 milhões no saldo devedor, que foi parcelados em 145 meses – pouco mais do que 12 anos. As parcelas inicias são na faixa de R$ 200 mil, e a diretoria já quitou a primeira referente ao mês de dezembro.

Acordos na gestão Mário Bittencourt têm ajudado Flu fora de campo — Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC

A redução foi possível através do mecanismo de transação tributária, instituído pelo presidente Jair Bolsonaro em 2020. A Lei 13.988 diz que dívidas fiscais podem ser renegociadas com novos prazos e descontos aplicados a juros, multas e encargos. Além do Flu, o Cruzeiro é outro clube brasileiro que também já fez este tipo de acordo com a PGFN.

Com a renegociação, o Fluminense evita riscos de penhoras por parte do governo pelos próximos 12 anos. A busca por acordos em várias áreas tem sido uma salvação para o clube sobreviver e conseguir pagar as contas, como por exemplo o acerto com o espólio de Nello Bianchi, autor do processo do Casarão em Laranjeiras, que desbloqueou R$ 2,8 milhões no início da pandemia da Covid-19.

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