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Flamengo sofre goleada de 4×0 do Internacional

Depois de oito vitórias seguidas, a primeira derrota do Flamengo sob o comando de Renato Gaúcho veio de forma acachapante. A goleada por 4 a 0 sofrida para o Internacional no Maracanã reacendeu alguns sinais de alerta que vêm desde o início do ano com esta equipe. O principal deles: a falta de concentração em determinados momentos da partida.

O Flamengo avassalador e colecionador de gols das últimas rodadas parecia se preparar para mais uma vitória tranquila no início da partida. Impositivo, o time voltou a tomar conta do campo ofensivo, trocava passes em velocidade e encontrava espaços na defesa do Inter.

Mas alguns sinais davam mostras de que a partida não seria como as anteriores. A começar por Gabigol. Irreconhecível, ele perdeu pelo menos três boas chances na área. Duas deles quando a bola caiu no pé direito, uma deficiência técnica que o atacante pode e deve corrigir para elevar ainda mais seu nível.

Gabigol lamenta jogada contra o Inter: atacante teve má atuação e foi expulso no segundo tempo — Foto: Alexandre Durão

Primeiro gol do Inter muda o jogo

Se o Flamengo “desprezava” as chances criadas, o Inter tratou todas que teve com carinho, executando à perfeição sua estratégia de contra-ataques. O primeiro gol foi a primeira estocada colorada na partida, uma tabela bem construída entre Yuri Alberto e Edenílson, mas que contou com uma marcação completamente falha.

Primeiro, pela falta de cobertura dos volantes, que viram Edenílson avançar sem oposição. Depois, Léo Pereira, exposto, quebra o pouco que restava da linha defensiva com Gustavo Henrique para tentar dar o bote. É o buraco que se abre para Yuri avançar livre e abrir o placar.

Os erros defensivos do Flamengo continuaram. Com o gol, o Inter se acalmou no jogo e viu o rival passar a apressar – e errar – a troca de passes. A pressão na saída de bola já não funcionava, e o Colorado conseguia avançar facilmente, sempre puxado por Patrick e Edenílson. Numa jogada similar, com a linha defensiva novamente exposta e desorganizada, saiu o segundo gol.

Os 2 a 0 no placar no intervalo foram um cenário novo para Renato. Antes, o Flamengo só havia saído atrás do placar contra o São Paulo, mas reagiu rápido e engatou uma goleada. Desta vez, não passou nem perto.

Cenário se mantém no segundo tempo

O time voltou para a etapa final ainda disperso, cometendo erros bobos em todas as fases de jogo: defesa, ataque e bolas paradas. Um exemplo foi o contra-ataque sofrido no terceiro gol, originário de um escanteio e que culminou com Taison passando facilmente por Filipe Luís, o último homem – e longe de ser o mais veloz da equipe.

A expulsão de Gabigol diz mais sobre o atacante esteve desconcentrado na partida. No fim das contas, um símbolo de um Flamengo atordoado, incapaz de executar suas melhores ideias e com imensa dificuldade para reagir numa situação adversa.

Seria irreal imaginar um Flamengo avassalador até o fim da temporada, e o próprio Renato já havia alertado sobre isso. Talvez ninguém esperasse uma primeira derrota tão contundente, mas é o momento para saber como o técnico irá trabalhar para entender o que acontece.

O Flamengo segue sendo um time poderosíssimo, com um padrão definido de jogo, mas deu mostras anteriores, com outros técnicos, de que pode se complicar quando não joga completamente concentrado. Resta a Renato tentar encontrar uma solução.

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