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Flamengo roda elenco e bate Grêmio por 2×0

No aspecto competitivo, a partida era quase protocolar. Nem o Grêmio imaginava reverter o 4 a 0 do jogo da ida e seguir vivo na Copa do Brasil. Restava ao Flamengo buscar algo que tornasse o duelo que marcou a volta do público no Maracanã interessante em termos técnicos. Renato apostou na troca de peças visando dar descanso para uns e ritmos para outros. Deu certo.

Renato Gaúcho na vitória do Flamengo sobre o Grêmio, pela Copa do Brasil, no Maracanã — Foto: André Durão

A 14ª vitória em 16 jogos valeu mais do que a marca de melhor início de um treinador na história do Flamengo ou a vaga nas semifinais da Copa do Brasil para pegar o Athletico-PR. Renato Gaúcho colocou a cabeça no travesseiro com a convicção de que a cada partida faz mais jus ao chavão de que “mais importante do que ter um time, é ter elenco”.

Em relação ao já esfacelado time que iniciou a vitória sobre o Palmeiras no fim de semana, foram sete mudanças. Esperar um Flamengo envolvente coletivamente era algo improvável, como se provou no decorrer do primeiro tempo. Faltava entrosamento. Individualmente, porém, muitos jogadores davam mostras de sua utilidade nas retas finais do Brasileirão, da Copa do Brasil e da Libertadores.

Thiago Maia e Everton Ribeiro tiveram grande atuação diante do Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

De volta após quase dois meses, Rodrigo Caio teve seu primeiro teste e passou por cima da falta de ritmo. Dominante no combate direto, nas bolas aéreas e nas antecipações, fez grande partida ao lado de um Léo Pereira que mais uma vez aproveitou bem a oportunidade.

Pela direita, Matheuzinho voava e era a melhor opção ofensiva da etapa inicial. A disputa pela vaga com Isla está cada vez mais aberta. O jovem dialogou muito com Everton Ribeiro, que manteve o alto nível da Seleção e foi eleito em votação popular o melhor em campo.

Thiago Maia, porém, foi quem mais chamou a atenção. Atuando como primeiro volante na vaga do poupado Willian Arão, pareceu mais à vontade e dominando o espaço do que quando joga mais avançado. Firme no combate direto, foi vertical na saída de bola e ainda se aventurou em boas arrancadas ao ataque.

Se o Flamengo coletivamente tinha dificuldade para criar, cada jogador dava mostras de como pode render melhor ou também de como não fica à vontade. O segundo caso se aplica a Vitinho, que não repetiu as últimas boas atuações. Muito espetado pelo meio, se perdeu entre os zagueiros do Grêmio em alguns momentos quase que como um centroavante, enquanto Gabriel saía muito da área. Acabava abrindo um latifúndio no meio de campo.

Outra peça do setor, Andreas Pereira foi melhorando no decorrer da partida. A qualidade técnica com a bola é indiscutível, principalmente nos passes longos. O belga, por sua vez, ainda busca um equilíbrio na ocupação de espaços para facilitar suas ações de marcação.

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