Fiocruz: Brasil mantém tendência de melhora nas taxas de ocupação de leitos de UTI para Covid-19

O Brasil continua a tendência de melhora nas taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos na rede pública. O país também sinaliza queda nos índices de mortalidade pela doença, mas apresenta um alto platô de transmissão, em níveis superiores aos observados em descrito de 2020, segundo novo boletim do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

De acordo com o documento, entre 20 e 26 de junho foi observado o índice de incidência da Covid-19, com média de 72 mil casos diários. O número de novas alterações oscilou “ligeiramente”, com queda de 0,2% ao dia.

Já os óbitos pelo coronavírus queda queda de 2,5% ao dia, com média de cerca de 1.700 mortes diárias. “Esse valor ainda é considerado muito alto, o que não permite afirmar que haja qualquer controle da pandemia no Brasil”, afirmam os autores.

Segundo os pesquisadores, a diferença entre as tendências observadas nos registros de casos e mortes pode ser reflexo da campanha de vacinação contra a Covid-19, que atualmente abrange uma grande parcela da população idosa e grupos com maior risco de apresentar formas graves da doença.

“Com a vacinação, a circulação de novas variantes do vírus pode aumentar a sua transmissibilidade, sem que isso represente um aumento no número de casos graves que necessitem internação”, informa o boletim.

Os autores apontam que a redução da ocupação de leitos de UTI em alguns estados pode ser resultado dessa “nova fase da pandemia no país”. Como a transmissão intensa, alertam que pode ocorrer mais graves entre os grupos populacionais não vacinados ou “‘potencializados pela vulnerabilidade individual e social”.

Ocupação nas UTIs para Covid-19

Segundo a Fiocruz, os dados do dia 28 de junho ratificaram a tendência de melhora nas taxas de ocupação dos leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS), que já havia começado a ser registrado na semana passada . Dez estados quedas quedas de pelo menos cinco pontos percentuais no índice.

Sete estados e o Distrito Federal (81%) oferecem taxas de ocupação iguais ou superiores a 80%. Os índices piores foram observados no Tocantins (90%), Paraná (94%) e Santa Catarina (92%). Em seguida estão Sergipe (88%), Mato Grosso do Sul (88%), Roraima (87%) e Goiás (85%).

Na região Nordeste, Maranhão, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Bahia saíram da zona de alerta crítico para um alerta intermediário, entre 60% e 80%, e Paraíba saiu da zona de alerta. Rio Grande do Sul e Mato Grosso também crítica a zona crítica e entraram na intermediária.

Já o Amazonas apresentou alguma piora nas taxas, passando de 54% para 63% e voltando para o alerta intermediário. Piauí também teve piora, passando de 71% para 76%, pois foi muito afetado no interior, segundo os pesquisadores.

Medidas coordenadas

A Fiocruz ainda recomenda que, “até que seja decretado o fim da pandemia”, estados e municípios, com apoio do governo federal, combinado um conjunto de ações nas próximas semanas.

Elas incluem medidas não farmacológicas, com objetivo de reduzir a propagação do coronavírus; relacionadas ao sistema de saúde, para aliviar a sobrecarga dos serviços e reduzir a mortalidade hospitalar; e políticas e ações sociais para mitigar os impactos da pandemia, principalmente para grupos e grupos mais vulneráveis.

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