‘Família quer somente justiça com quem fez essa covardia’, diz filho de mulher encontrada morta com a filha em Magé

O filho de Ester Silva, Douglas Fontoura Teodoro, de 27 anos, afirma que agora a família só espera por justiça. Ester foi encontrada morta dentro de casa junto com a filha caçula, Yasmin Soliva, de 13 anos, na última quarta-feira no bairro Barbuda, em Magé. Para a polícia, a suspeita é de que elas tenham sido estranguladas.

Para amigos e familiares, o principal suspeito é um ex-marido de Ester, padrastro de Yasmin. A Polícia Civil trata o caso como um duplo homicídio (e não feminicídio, por enquanto).

— A família não está culpando ninguém, ele só é suspeito. O que a família quer é somente justiça com a pessoa que fez essa covardia com elas — diz Douglas.

Ester tinha 43 anos e faria aniversário neste sábado, dia 15. Segundo Douglas, a mãe estava animada com a comemoração do aniversário e era muito próxima da filha Yasmin.

— Minha mãe e minha irmã sempre foram muito próximas uma da outra, sempre estavam juntas. Ela faria aniversário amanhã e estava bem animada, faria 44 anos — diz Douglas.

Poucos dias antes, Douglas, que mora no Espírito Santo, conversou com a mãe e a irmã por videochamada, e estavam marcando um almoço, que não chegou a ter a data definida.

— Nos falamos dias antes desse ocorrido, elas estavam rindo e brincando. A Yasmin fez até uma dança do TikTok para eu ver. Minha mãe estava fazendo bolo para tomar com café e marcamos de fazer um almoço. Eu iria cozinhar — lembra.

Ele define a irmã caçula como uma “menina de muitos sonhos”:

— A Yasmin era muito estudiosa. Era uma menina amada pelos amigos e familiares. Tinha muitos sonhos e um deles era terminar os estudos — diz.

Ester e Yasmin foram sepultadas na tarde da última quinta-feira no Cemitério Nossa Senhora da Piedade, em Magé. Ester tinha sete filhos e morava sozinha com Yasmin.

Segundo a Polícia Militar, agentes do 34º BPM (Magé) foram chamados para verificar a ocorrência na residência e encontraram os dois corpos caídos, e o Samu constatou as mortes. De acordo com o serviço de urgência, não havia sinais de violência externa nos corpos.

Para a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que investiga o caso, a suspeita é de que as vítimas tenham sido mortas por estrangulamento, mas só o laudo da necropsia poderá indicar a causa. Segundo a Polícia Civil, testemunhas e familiares foram ouvidos e os agentes buscam imagens de câmeras de segurança da região.

Uma ex-colega de trabalho de Ester, Graziele dos Santos, relata que brigas com o ex-marido eram recorrentes.

— Desde a época que a gente trabalhava juntas, em 2016, as brigas já eram constantes com esse suspeito. Ela vivia em pé de guerra com esse ex-marido, mas nunca disse nada a respeito de ele bater ou ameaçá-la — diz.

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