Exposição a agrotóxicos causa doenças como câncer e Parkinson, diz pesquisa

Um estudo francês afirma que a exposição frequente a agrotóxicos pode levar ao desenvolvimento de vários tipos de câncer, inclusive em bebês, e de doenças como Parkinson. Além disso, os produtos químicos podem causar distúrbios cognitivos.

A pesquisa foi iniciada em 2013 e atualizada recentemente. A nova versão foi publicada no fim de junho pela Inserm (Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica). Eis a íntegra do estudo “Agrotóxicos e Efeitos na Saúde: os novos dados”, em francês (1 MB).

No total, os cientistas analisaram mais de 5.300 documentos. Para cada tema, os especialistas estudaram os dados epidemiológicos disponíveis para avaliar se havia uma presunção de ligação entre a exposição de diferentes populações a agrotóxicos e a ocorrência de uma determinada patologia.

Os pesquisadores concluíram que, em adultos, a exposição frequente a agrotóxicos tem forte ligação com o desenvolvimento de 6 patologias

  • linfoma não-Hodgkin (NHL);
  • mieloma múltiplo;
  • câncer de próstata;
  • doença de Parkinson;
  • distúrbios cognitivos;
  • problemas pulmonares crônicos.

A exposição moderada pode fazer com que a pessoa desenvolva Alzheimer, transtornos depressivos e certos tipos de câncer (leucemia, sarcomas, no sistema nervoso central, na bexiga e nos rins), asma e patologias da tireoide. Mulheres ainda correm risco de terem endometriose.

A pesquisa mostrou que herbicidas e fungicidas são prejudiciais desde antes do nascimento. A exposição da gestante pode fazer com que o bebê tenha problemas motores, sensoriais, cognitivos e comportamentais (aumento de ansiedade, por exemplo). O bebê pode ainda desenvolver tumores do sistema nervoso central e leucemia.

O risco de exposição é maior para quem vive em áreas próximas a plantações, mas isso não significa que moradores de zonas urbanas não sejam afetados. Os pesquisadores afirmam que são precisos mais estudos para estabelecer a ligação entre as patologias e a exposição de quem vive em cidades.

A pesquisa concluiu ainda que existe a hipótese de que o glifosato seja um produto “genotóxico”, que afeta o genoma humano.

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