Ex-deputado Jean Wyllys anuncia saída do Psol e filiação ao PT

O ex-deputado federal Jean Wyllys anunciou nessa 5ª feira (20.mai.2021), em entrevista à revista Veja, a sua saída do Psol, depois de 11 anos no partido, e a filiação ao PT.

“Só quero saber do que pode dar certo. Não tenho tempo a perder”, escreveu ele, em seu perfil no Twitter, citando uma canção dos anos 1980 do grupo Titãs ao compartilhar a reportagem.

O PT deu as boas vindas a Wyllys. “Seja bem vindo, companheiro”, disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Twitter.

A deputada federal e presidente do partido Gleisi Hoffmann também se pronunciou por meio da rede social“É um privilégio receber o companheiro Jean Wyllys no PT. Temos muito o que fazer e lutar pelo povo brasileiro, por um país melhor e mais justo, em defesa da verdade e dos direitos de todas as pessoas, como tem sido sua corajosa trajetória. Seja bem-vindo!”

Gleisi Hoffmann e Lula comentam filiação de Jean Wyllys ao PT

O ex-deputado, que está exilado na Europa há mais de 2 anos e hoje vive em Barcelona, disse que não deseja voltar a se candidatar a um cargo eletivo, mas pretende elaborar um programa para “reconstruir o Brasil”.

“As pesquisas mostram que Lula é o único capaz de tirar Bolsonaro do poder. Agora é hora formar uma frente democrática, não fragmentá-la”, afirmou Wyllys à revista sobre sua filiação.

O Datafolha divulgou pesquisa na semana passada que mostra Lula com 41% das intenções de voto no 1º turno, enquanto Bolsonaro tem 23%. Em um eventual 2º turno, o petista derrotaria o atual presidente por 55% a 32%. Os resultados são praticamente idênticos aos do levantamento do PoderData, divisão de estudos estatísticos do site Poder360, com Lula pontuando 50% contra 35% de Bolsonaro em um 2º turno.

Segundo a Veja, o anúncio oficial será feito em uma cerimônia on-line na próxima 2ª feira (24.mai), com a participação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT); de Anielle Franco, irmã da vereadora Marielle Franco, morta em março de 2018; e de nomes internacionais como Geneviève Garrigos, ex-presidente da Anistia Internacional francesa; a prefeita de Barcelona, Ada Colau; o ativista de direitos LGBT James Green; e a deputada portuguesa Marisa Matias, do Parlamento Europeu.

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