EUA têm recorde de mortes em 2020; Covid é a 3ª principal causa

Roberto Arias prepara cova para enterro em cemitério em Everett, no estado de Massachusetts, em 27 de maio de 2020 — Foto: Brian Snyder//Reuters

Roberto Arias prepara cova para enterro em cemitério em Everett, no estado de Massachusetts, em 27 de maio de 2020 — Foto: Brian Snyder//Reutershttps://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

A pandemia de Covid-19 empurrou o total de mortes nos Estados Unidos para mais de 3,3 milhões em 2020, o maior número já registrado de óbitos em um ano, informou o governo americano na quarta-feira (31).

O coronavírus causou cerca de 345 mil mortes no ano passado e foi a terceira principal causa de óbitos, atrás apenas das doenças cardíacas (690 mil) e de todos os cânceres somados (598 mil), segundo relatório dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças do país (os CDCs).

As doenças cardíacas foram responsáveis por 20,5% das mortes no país em 2020, contra 17,8% dos óbitos por câncer e 10,3% da Covid-19. Todas as outras causas somam 51,4%.

As outras principais causas de morte nos EUA em 2020 foram: lesão não intencional (4º), derrame cerebral/AVC (5º), doença respiratória inferior crônica (6º), Alzheimer (7º), diabetes (8º), gripe e pneumonia (9º) e doenças renais (10º).

O número de mortos costuma aumentar todos os anos nos EUA, mas cresceu muito no ano passado: 16% na comparação com 2019.

Foi o maior salto anual desde 1918, quando as mortes de soldados na Primeira Guerra Mundial e a pandemia de Gripe Espanhola fizeram o número de óbitos disparar 46% na comparação com 1917.

“Os dados devem servir novamente como um catalisador para cada um de nós continuar a fazer sua parte para diminuir os casos e reduzir a disseminação da Covid-19 e vacinar as pessoas o mais rápido possível”, afirmou a diretora do CDC, Dra. Rochelle Walensky.

Os EUA são o país mais afetado pelo coronavírus, com mais de 550 mil vítimas e 30 milhões de casos confirmados até o momento (cerca de 20% de todos os óbitos e infectados do mundo).

Pior que o previsto

Dados preliminares divulgados em dezembro já sugeriam que 2020 seria um ano especialmente mortal, mas o novo relatório do CDC mostrou que a realidade foi ainda pior do que o previsto.

Os novos números ainda são considerados preliminares e se baseiam na análise das certidões de óbito. A análise leva geralmente 11 meses, mas o CDC acelerou o cronograma neste ano devido à “necessidade urgente de dados atualizados e de qualidade durante a pandemia”.

Em um relatório separado, o CDC respondeu às preocupações sobre mortes atribuídas incorretamente à Covid-19 e disse que sua revisão confirma a precisão da contagem de mortes causadas pelo vírus no país.

Pandemia afeta mais os hispânicos

As taxas de mortalidade em 2020 foram mais altas entre negros, índios e nativos do Alasca, segundo o CDC, e a taxa de mortalidade de Covid-19 foi mais alta entre os hispânicos.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

“Infelizmente, com base no estado atual da pandemia, esses impactos permaneceram em 2021”, alerta Walensky. “Continuamos a ver que as comunidades de cor são responsáveis ​​por uma parte desproporcional dessas mortes”.

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