“Eu queria vacina, vocês queriam propina”, diz Randolfe a Bolsonaro

O vice-presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), rebateu, nesta 2ª feira (19.jul.2021), por meio do seu perfil no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro. O chefe do Executivo publicou vídeo nas redes sociais no qual o senador defende a aprovação do uso emergencial da Covaxin.

“Olha quem queria comprar a Covaxin sem licitação e sem a certificação da Anvisa”, disse o presidente ao postar o vídeo. “Randolfe, Omar e Renildo Calheiros (irmão de Renan), via emendas, tudo fizeram para que governadores e prefeitos pudessem comprar as vacinas a qualquer preço, com o Presidente da República pagando a conta, obviamente. Com planos frustrados restou ao G-7 da CPI acusar ao Governo do que eles tentaram fazer”, acrescentou Bolsonaro.

Ao rebater o presidente, Randolfe disse que queria mesmo a vacina “o mais rápido possível”, independentemente da origem do imunizante. “Salvar vidas, para gente, não é brincadeira e não é algo que se negocie com intermediários”, disse.

“Queria a Janssen, a Covaxin, a AstraZeneca, a CoronaVac, a Pfizer… Nossa diferença é grande: eu queria vacina! Vocês queriam propina!”, afirmou o senador.

Randolfe disse ainda ter apresentado emendas para facilitar a importação de imunizantes porque o “governo federal sempre foi contra a vacina”“Nosso trabalho é para garantir que todos tenham acesso às vacinas. Quem paga a conta não é você, Bolsonaro. É o povo. A única conta de vocês é a propina”, completou.

As negociações de compra da vacina indiana Covaxin pelo governo federal são de investigação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado. O colegiado investiga a atuação do governo federal no combate à pandemia da covid-19.

Em depoimentos, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) e o do irmão dele, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, apresentaram aos senadores suspeitas de irregularidades no contrato da Covaxin. Afirmaram que houve pressões internas no Ministério da Saúde para que a vacina fosse aprovada. Miranda afirma ter alertado Bolsonaro em janeiro sobre as suspeitas de irregularidades na compra da vacina indiana. Em 20 de março, o deputado e seu irmão reuniram-se com o presidente. 

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