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Estado onde fica o Pantanal, Mato Grosso lidera o ranking de incêndios com 20% dos focos de calor no país

O Pantanal, um dos biomas mais importantes do país, está sob ameaça do fogo. Com 5.671 focos de calor detectados ontem pelo satélite NPP375 do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Mato Grosso lidera o ranking nacional de incêndios. O estado respondeu por 20,3% dos 27.942 registros de focos de calor no país, numa época de pico de queimadas. Na América do Sul, o Brasil é mais atingido por queimadas, com 66,2% do total de casos.

Uma análise do Instituto Centro de Vida (ICV) mostra que os últimos cinco dias foram os piores em relação aos incêndios no estado do Centro-Oeste. Com base nas informações do satélite GFED, da Nasa, o levantamento aponta que, de 1º de janeiro a 22 de agosto, 432 mil hectares já foram atingidos pelas chamas no Pantanal. Dos 1.953 incêndios desde o início do ano, 810 foram detectados só nos últimos cinco dias, segundo Vinícius Silgueiro, do ICV.

A Amazônia é o bioma mais afetado em área, mas o aumento de focos no Pantanal e na Bacia do Alto Pantanal lançam um alerta sobre o futuro dessas regiões. A planície pantaneira é a maior bacia inundável do planeta e um dos locais com mais biodiversidade do mundo, com 4,7 mil espécies.

O Pantanal , com 160 mil km², abrange áreas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e já teve 57,5% de seu território incendiado desde medições realizadas a partir de 1985. Mato Grosso está há mais de 150 dias sem chuvas significativas. O climatologista Celso Oliveira, do Climatempo, alerta para as chuvas de verão não serem suficientes para repor a umidade do solo. Uma das preocupações é que falte água até mesmo para combater os incêndios.

A porção Sul do Pantanal também segue em alerta. O município de Porto Murtinho enfrenta grandes incêndios e é o campeão nacional de focos de calor.

Mesmo que chova em outubro, os incêndios no Pantanal podem agravar a situação da escassez hídrica.

— A partir dos momentos que as chuvas ocorrerem no Pantanal será meio complicado. A redução de proteção do solo gerada pelo fogo piora o assoreamento e erosão dos rios. Isso atinge inclusive o lençol freático e prejudica quem depende de poços artesianos para se abastecer — analisa Felipe Dias, do SOS Pantanal.

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