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Escolas municipais de Petrópolis retomam presença de alunos nesta segunda

Depois de um ano e meio, os alunos da rede municipal começam a retornar para as escolas nesta segunda-feira (13/09). Os estudantes de turmas de 1º, 2º e 3º do ensino fundamental I e também do Liceu Municipal Prefeito Cordolino Ambrósio (único colégio de ensino médio mantido pela prefeitura) são os primeiros que poderão voltar paras as salas desde 13 de março do ano passado, quando as aulas foram suspensas em um das primeiras medidas tomadas pela cidade para o enfrentamento da pandemia. São os únicos alunos que ainda não voltaram para as escolas. As unidades particulares, a rede estadual e as universidades já estão oferecendo aulas presenciais.

Mas não são todos que poderão ir já no primeiro dia: as salas terão limitação de 50% da capacidade, respeitando distância de 1,5 metro entre os alunos e outros protocolos sanitários definidos no Plano de Retorno às Atividades Presenciais, aprovado ainda no ano passado pelo Conselho Municipal de Educação (Comed).

Por isso, haverá um rodízio semanal, com parte dos alunos indo para escola e os demais estudando pela plataforma “Educa em Casa”, invertendo na semana seguinte – o chamado “modelo híbrido”. Ainda assim, os pais e responsáveis poderão optar em não enviar as crianças e jovens para as aulas presenciais.

“É importante salientar que os pais e responsáveis continuam podendo optar por manter com os crianças e jovens no ensino remoto, caso essa seja a escolha da família. Sendo assim, ao estudante que optar pelo ensino presencial será oferecido também o conteúdo total da disciplina na plataforma Educa em Casa, assim como interações presenciais e remotas com a mediação do professor”, garante a secretária de Educação, Marcia Palma.

Além disso, só poderão reabrir aquelas que conseguiram o Selo Escola Segura, que eram 170 até o fim de agosto (de um total de 186 escolas), de acordo com a prefeitura.

Município já tentou retomar aulas presenciais três vezes

Esta é a quarta tentativa do município de retomar as aulas presenciais neste ano. Em abril, com o número de casos e mortes subindo não só na cidade, mas no Estado e em todo país, o município tomou medidas de restrição, como o adiamento do retorno dos alunos. Em maio, o Liceu Cordolino Ambrósio chegou a reabrir, mas o temor de alunos e de profissionais fez com que a adesão fosse pequena, e as aulas presenciais foram novamente suspensas. A última vez que o retorno foi agendado foi em agosto, mas a prefeitura alegou que ainda não havia concluído a compra de alimentos para a oferta de merenda.

Além de toda preparação para adequar as escolas ao protocolo sanitário do Plano de Retorno às Atividades Presenciais, a prefeitura também providenciou EPI (equipamento de proteção individual) e a vacinação dos professores. Uma liminar obtida pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe Petrópolis) determinou que a volta dos profissionais só ocorresse 14 dias após a segunda dose e a prefeitura correu para que isso acontecesse a tempo de seguir o plano de retomar as aulas presenciais em 13 de setembro. De acordo com o Vacinômetro, 4.776 profissionais da educação tomaram a primeira dose e 1.498 a segunda até 31 de agosto (data da última atualização).

Educadora aborda aspectos do retorno escolar no contexto pós-pandemia

Ainda assim, para a presidente do Sindicato, Rose Silveira, ainda não é o momento de retornar com as aulas presenciais. Ela acredita que seria possível garantir maior segurança da comunidade escolar se o retorno ocorresse após a vacinação dos adolescentes. Hoje, adolescentes de 12 a 17 anos podem ser imunizados, mas por enquanto, a prefeitura só abriu a vacinação para nessa faixa etária para pessoas com comorbidade.

“Nós achamos que ainda não é adequado o retorno, porque algumas escolas ainda apresentam problemas de estrutura, ainda temos problemas com merenda, com pessoal. A parte de informática ainda não tem para se fazer o ensino remoto. E fora isso, a prefeitura ainda está fase de avanço da vacinação, então daqui a pouco tempo, nós teremos os adolescentes vacinados. Grande parte dos alunos estará vacinada em pouco tempo e poderia esperar um pouco mais. Seria mais seguro continuar no sistema remoto por mais algum tempo. Mas é necessário que haja investimento no sistema remoto, com computadores para os profissionais e internet para os alunos”, disse a presidente do Sindicato, Rose Silveira.

A nova tentativa do retorno será feita como planejado nas anteriores, em quatro fases. A primeira inclui ensino médio e turmas do ciclo de alfabetização. A segunda, com retomada marcada para 27 de setembro, terá turmas de 4º, 5º e 9º anos do ensino fundamental e turmas de EJA (Educação de Jovens e Adultos). A partir de quatro de outubro, voltam paras as salas alunos de 4º e 5º períodos da educação infantil (creches), turmas de 6º, 7º e 8º anos de ensino fundamental, classes especiais e salas de recursos multifuncionais. A última etapa está marcada para 11 de outubro, com as demais crianças da educação infantil.

Aqueles que permanecerem em casa continuarão a receber conteúdo didático pela plataforma Educa em Casa ou por material impresso entregue nas escolas.

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