Erdogan e Papa Francisco conversam sobre crise no Oriente Médio

O presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan telefonou para o Papa Francisco nesta 2ª feira (17.mai.2021) para falar sobre a crise no Oriente Médio. As tensões aumentaram entre Israel e Palestina na última semana, com ataques constantes em Gaza.

Erdogan afirmou ao Papa que uma atrocidade está acontecendo na Palestina, segundo o comunicado do governo turco. O presidente pediu “um compromisso comum de muçulmanos, cristãos e da humanidade inteira” para o fim do “massacre” contra os palestinos.

Os palestinos continuarão sendo alvo de um massacre, a menos que comunidade internacional puna Israel […] com sanções“, afirmou Erdogan.

O presidente turco disse ainda que a limitação do acesso de palestinos a locais sagrados em Jerusalém por parte do governo de Israel é uma violação à liberdade de culto. Afirmou também que os israelenses “pisotearam a dignidade humana.”

Israel proibiu a entrada e livre circulação de palestinos em locais de Jerusalém que são sagrados tanto para o islamismo quanto para o judaísmo. Na 2ª feira (10.mai), a situação se agravou depois que a polícia israelense entrou em conflito com palestinos na mesquita de Al-Aqsa, um dos locais mais sagrados do Islã.

Erdogan disse que o governo turco está conduzindo esforços diplomáticos para ajudar o povo palestino. Mas, para ele, “o Conselho de Segurança ainda não demonstrou a necessária consciência de responsabilidade“.

O Vaticano confirmou que o Papa Francisco conversou com Erdogan. Mas, diferentemente do governo turco, a Igreja Católica não deu detalhes sobre o diálogo.

Desde a intensificação dos conflitos, 188 pessoas morreram em Gaza. Destes, 55 eram crianças. Em Israel, o número de mortos chegou a 10, incluindo duas crianças. Os dados são de agências de notícias e entidades médicas que atuam na região

Além da proibição de entrada em locais sagrados, Israel atacou áreas civis em Gaza. O governo israelense já derrubou 3 prédios de agências de notícias na região. No domingo (17.mai), o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o edifício de empresas jornalísticas era um “alvo perfeitamente legítimo“, porque, segundo ele, havia um escritório do Hamas no local. Leia aqui o que é o Hamas.

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