Entre os piores ataques do Brasileirão, Botafogo tem bola parada como alternativa para gols

Entre os piores ataques do Brasileirão, Botafogo tem bola parada como alternativa para gols

Trabalhada insistentemente por Eduardo Barroca nos treinamentos, a bola parada tem sido fundamental para o Botafogo no Campeonato Brasileiro. Apesar de ser o quarto time com menos finalizações nesse tipo de lance, o Alvinegro tem o segundo melhor aproveitamento no quesito, ficando atrás apenas do rival Fluminense.

Já é cena comum das atividades comandadas por Barroca no Nilton Santos: nos minutos finais dos treinos, o comandante orienta cobranças de faltas, escanteios e pênaltis. Jogadores como Marcinho, João Paulo e Diego Souza têm tido bom aproveitamento no fundamento.

– Botafogo tem batedores com uma qualidade muito boa. João Paulo, Marcinho e Gilson são caras que batem muito bem. A gente tem discutido as formas da batida mais aberta, mais fechada, jogadas ensaiadas. O momento de bater aberto, fechado ou curto no jogo.

– Não acredito muito em posição, eu como treinador preciso tirar aquilo que acontece no jogo, aplicar e tirar como subsídio para treinar com eles, e o treino também a mesma coisa para o jogo. Além dos gols, tem bolas trave – disse o técnico em coletiva na última semana.

Eduardo Barroca: “Em jogos equilibrados, a bola parada desequilibra a nosso favor”.

Para um ataque que pouco produz (está entre os quatro piores do Brasileirão), a bola parada serve como alternativa para definir jogos em que há a dificuldade de trabalhar a bola na frente.

Os laterais são peças fundamentais na visão de Barroca. Tanto Marcinho quanto Gilson têm sido utilizados nas batidas de faltas. E o lateral-esquerdo foca também nas cobranças de escanteios a pedido do treinador. Ele tem cobrado, inclusive, escanteios pelo lado direito do campo.

– A gente treina muito bola parada. Barroca tem pedido para eu bater esses escanteios mais fechados. Vamos continuar aperfeiçoando isso para resultar em gols. Em jogos difíceis, a bola parada define – considerou o lateral-esquerdo.

Times com mais finalizações de bola parada:

  • Palmeiras: 80
  • Vasco: 68
  • Grêmio: 63
  • Atlético-MG: 62
  • Avaí: 62
  • Flamengo: 56
  • Chapecoense: 55
  • Internacional: 55
  • Athletico-PR: 54
  • Goiás: 54
  • Corinthians: 53
  • São Paulo: 52
  • Ceará: 51
  • Fortaleza: 48
  • Santos: 46
  • Bahia: 45
  • Botafogo: 44 (falta direta: 8 / falta dois toques: 2 / falta levantada: 12 / escanteio: 16 / olímpico: 1 / pênaltis: 1 lateral: 4)
  • Fluminense: 43
  • Cruzeiro: 42
  • CSA: 38

Times com mais gols a partir de bola parada:

  • Palmeiras: 10
  • Vasco: 9
  • Atlético-MG: 8
  • Ceará: 8
  • Chapecoense: 8
  • Grêmio: 8
  • Botafogo: 7 (pênalti: 1 / falta direta: 1 / falta dois toques: 0 / falta levantada: 1 / escanteio: 3 / lateral: 1)
  • Fluminense: 7
  • Santos: 6
  • São Paulo: 6
  • Avaí: 5
  • Goiás: 5
  • Internacional: 5
  • Athletico-PR: 4
  • Bahia: 4
  • Corinthians: 4
  • Flamengo: 4
  • Fortaleza: 4
  • Cruzeiro: 3
  • CSA: 1

Aproveitamento nas bolas paradas:

  • Fluminense: 16,28%
  • Botafogo: 15,91%
  • Ceará: 15,69%
  • Chapecoense: 4,55%
  • Vasco: 13,24%
  • Santos: 13,04%
  • Atlético-MG: 12,9%
  • Grêmio: 12,7%
  • Palmeiras: 12,5%
  • São Paulo: 11,54%
  • Goiás: 9,26%
  • Internacional: 9,09%
  • Bahia: 8,89%
  • Fortaleza: 8,33%
  • Avaí: 8,06%
  • Corinthians: 7,55%
  • Athletico-PR: 7,41%
  • Cruzeiro: 7,14%
  • Flamengo: 7,14%
  • CSA: 2,63%


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