Empresários pedem regulamentação da Lei do Gás para atrair investimentos

Executivos pedem que o governo acelere os ajustes regulatórios do novo marco legal do gás natural, sancionado em abril, para o Brasil atrair investimentos. A medida depende do governo federal, mas também das agências e governos estaduais.

A discussão sobre a importância de avançar nos detalhes dessa agenda aconteceu no evento “Gas Week”, promovido pela EPBR na manhã desta 2ª feira (24.mai.2021).

Durante a apresentação, a presidente da Equinor, Veronica Coelho, disse que o país precisa ter a previsibilidade das regras do jogo para “daqui a 10, 20 e 40 anos”

Para a executiva, o país está vivendo uma janela de oportunidade única para conseguir gerar valor e se beneficiar dos seus recursos naturais, que são abundantes.

“A gente precisa urgentemente garantir que os nossos projetos tenham competitividade mundial para que os investidores, de fato, tenham interesse em dar seguimento aos investimentos.”

Mariano Ferrari, CEO da Repsol Sinopec, defendeu ser necessário uma harmonização entre os governos estaduais para facilitar o trabalho das companhias durante a regulamentação.

O executivo conta que atualmente, dependendo de onde a empresa atua, há regras muito diferentes para a exploração do gás, o que dificulta o trabalho da companhia.

“A produção no Brasil tem uma complexidade forte, não é uma coisa fácil de solucionar. É imprescindível essa regularização, essa harmonização estadual e federal.”

Sylvie D’Apote, diretora do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás), disse que a produção brasileira ainda é bastante concentrada na Petrobras.

O novo marco, aprovado em março pelo Congresso, busca uma melhor aderência à nova realidade setorial, já que a Petrobras vem deixando de exercer papel dominante via desinvestimentos de seus ativos.

Sylvie disse esperar que a regulamentação seja feita até o final do ano. Durante o evento, citou que uma das preocupações que ronda o setor é com a viabilidade do transporte do gás, normalmente via gasodutos.

Na avaliação da presidente da Equinor, se a economia brasileira voltar a crescer de forma robusta, haverá aumento da demanda e ainda será necessário importar gás natural de outros países.

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