Empregada doméstica desaparece após sair de casa no réveillon, em Eng. Paulo de Frontin

Marcado pela confraternização em família, o fim do ano terminou em agonia para amigos e parentes da empregada doméstica Tânea Laport da Silva, de 41 anos, que desapareceu, na tarde do último dia 31 de dezembro, após sair de casa, em Engenheiro Paulo de Frontin, na Região Centro Sul Fluminense.

De acordo com familiares, Tânea vinha passando por problemas psicológicos e tomava remédios controlados. Contudo, mantinha a rotina doméstica e não apresentava mudanças de comportamentos. A empregada doméstica estava morando com os irmãos, no bairro Aguada, e saiu de casa sem avisar.

A empregada doméstica foi vista, pela última vez, por uma vizinha, na Rodoviária Monsenhor Ernesto Juchli, na região central da cidade. Imagens de câmeras flagraram Tânea caminhado pelos corredores das plataformas de acessos aos ônibus. Ela vestia calça leg cinza, blusa verde, usava sandálias brancas e carregava uma bolsa à tiracolo marrom.

Tânea não portava aparelho celular. Amigos e familiares iniciaram as buscas na tarde do último sábado e, devido à demora no retorno da empregada doméstica, decidiram acionar a polícia e publicaram cartazes nas redes sociais. Eles vasculharam áreas rurais, praças e ruas, além de hospitais, abrigos e até instituto médico legal da região.

Imagens de câmeras mostram embarque em ônibus

Imagens de câmeras da rodoviária mostraram Tânea embarcando em um ônibus com destino a Paracambi. De acordo com familiares, possivelmente, a empregada doméstica teria seguido em direção à Capital. O caso foi registrado na 98ª DP (Eng. Paulo de Frontin). Policiais militares e da Polícia Rodoviária Federal também foram comunicados e auxiliam nas buscas.

Denúncias

 A família não descarta a hipótese de Tânea estar em surto e perambulando em alguma cidade do Sul Fluminense ou da Capital do Estado. Informações sobre o paradeiro da empregada doméstica podem ser repassadas ao Disque-Denúncia (2253-1177) ou à 98ª DP pelo telefone ( 24/2463-2119). Tânea tem uma filha e duas netas. Seu último trabalho foi em uma residência na Gávea, Zona Sul do Rio.

Pessoas com transtornos psiquiátricos podem tornar-se andarilhas, diz especialista

Sair de casa, sem rumo ou dar notícias, é comum em casos envolvendo pessoas com quadro de transtornos psiquiátricos, segundo a assistente social Cláudia Santos, especialista e servidora do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba, em Niterói. “Todos os dias, recebemos casos semelhantes nas clínicas e detectamos diagnósticos parecidos durante trabalhos de acolhimento em vias públicas. Sem os medicamentos, esses pacientes saem de casa, e, durante surtos psicóticos, costumam pegar caronas e seguir, muitas das vezes, sem rumo para lugares inóspitos, correndo inúmeros riscos. Geralmente, são pessoas desaparecidas que, pela ausência de documentos, dificultam a identificação e o regresso aos lares”, disse Santos.  

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