Em sua pior atuação na Série B, Botafogo bate o Vitória por 1×0

Mais frio que os 10º que o termômetro indicou na noite da última quarta-feira em Volta Redonda só mesmo o 1 a 0 do Botafogo sobre o Vitória, pela oitava rodada da Série B. Se a performance não agradou, o coração do torcedor alvinegro pelo menos se aqueceu com o resultado e a reaproximação dos primeiros colocados – agora o time está a quatro pontos do G-4 com um jogo a menos.

Em exclusiva ao ge na véspera, Marcelo Chamusca adiantou que o calendário intenso da Série B atrapalha na repetição das escalações e manutenção de um time-base. Depois de jogar no Maranhão no último sábado, o Botafogo teve três dias de preparação, em meio a duas viagens, para pegar o Vitória. Daniel Borges e Diego Gonçalves ganharam chance como titular.

O “DD” não funcionou, e a dupla esteve entre os piores da partida. O lateral-direito, inclusive, foi o líder de passes errados, com 20 no total. O atacante vem logo em seguida, com 10. No primeiro tempo, em que todo o time esteve abaixo do ideal, Diego Gonçalves abusou dos erros e pouco aproveitou os espaços que o Vitória deu pelo lado direito da defesa.

O primeiro tempo, principalmente, foi de uma temperatura gélida. O primeiro minuto pegou fogo com Ronald acertando o travessão, mas logo o Botafogo aceitou a pressão adversária e deixou o Vitória jogar nos erros da saída de bola. Até por isso, Luis Oyama fez seu pior jogo com a camisa alvinegra.

Ronald e Chay foram os melhores do Botafogo contra o Vitória — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Com Diego Gonçalves e Ronald nas pontas, Chay foi testado no meio de campo, mas jogou muito espetado no primeiro tempo, mais próximo de Rafael Navarro, até pra ajudar na pressão da saída adversária. O Vitória conseguiu sair bem dessa marcação, e o Botafogo só melhorou quando Chay passou a voltar mais pra buscar a bola e fechar com os meias. A segunda melhor chance da primeira parte do jogo saiu de uma enfiada do camisa 14 para Navarro finalizar.

No segundo tempo, o Botafogo melhorou com uma nova postura diante da disposição tática do Vitória. Com o meio de campo mais compacto e Chay livre, os mandantes tiveram mais controle. Se ficou mais perto do gol na etapa inicial, os alvinegros contaram com a sorte na parte final. Melhor, ao lado de Ronald, Chay viu uma bola cruzada surpreender o goleiro Ronaldo e parar nas redes.

Luis Oyama fez seu pior jogo com a camisa alvinegra — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Em sua pior atuação na competição, o time de Chamusca pelo menos manteve uma das notícias positivas desta Série B: a efetividade. Das 11 finalizações, seis foram no gol. Diferentemente do Vitória, que acertou apenas quatro dos 12 chutes. Douglas Borges foi pouco acionado e, apesar dos passes errados no campo de defesa e dos laterais em noite ruim, o time não sofreu com o adversário. Gilvan fez partida muito segura na zaga.

– Se durante a competição, nos jogos que a gente não tiver e não conseguir se sobrepor ao adversário, nós conseguirmos o resultado pelo espírito e pela transpiração, para mim está ótimo. Em uma competição de 38 rodadas, você, dificilmente vai conseguir ter uma imposição em todos os jogos – disse Chamusca após o jogo.

Tão importante quanto os três pontos é a ação do Botafogo em apoio ao movimento LGBTQIA+. O uniforme do triunfo sobre o Vitória estampou a frase “#AmorÉAmor” em homenagem ao mês do orgulho LGBTQIA+. É bom ver um dos espaços mais intolerantes da sociedade romper a bolha.

No futebol nem sempre performance vence jogo e foi o que aconteceu no Raulino de Oliveira. A leve superioridade levou três pontos ao Botafogo. Vitória que tranquiliza o vestiário e dá confiança para mais uma sequência pesada que vem aí: no próximo sábado, o elenco alvinegro viaja a Florianópolis para enfrentar o Avaí, às 21h, e depois parte direto para Maceió, onde pega o CRB na próxima terça.

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