Em liberdade, Queiroz usa rede social para registrar passeio na praia e aderir a manifestação pró-Bolsonaro

Fabrício Queiroz publica foto na praia, após ter sido solto em março pelo STJ

Aproveitando a liberdade concedida em março pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), após nove meses em prisão preventiva, Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), tem utilizado as redes sociais — mais precisamente sua conta no Instagram — para registrar idas à praia e demonstrar apoio a manifestações populares favoráveis ao governo de Jair Bolsonaro.

Restritas a pouco mais de 650 seguidores, as publicações de Queiroz são frequentemente curtidas por Ana Cristina Bolsonaro, ex-mulher do presidente da República. Queiroz e Ana Cristina estão na mira do Ministério Público (MP) do Rio, que investiga indícios de “rachadinha” nos gabinetes de Flávio, onde Queiroz seria o operador do esquema, e do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), onde Ana Critina esteve lotada como chefe de gabinete por sete anos.

No último fim de semana, Queiroz publicou vídeos no Instagram que mostram bolsonaristas nas ruas ao longo do dia 1º de maio, Dia do Trabalho, cantando o hino nacional e soltando um balão onde o rosto de Jair Bolsonaro. Na legenda de uma publicação, escreveu: “Subindo rumo a 2022! Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!!”, em referência ao slogan da campanha presidencial de Bolsonaro. Queiroz não aparece nas filmagens dos atos.

O ex-assessor parlamentar só está diante das câmeras em outra publicação, na qual presta continência enquanto caminha em uma praia, próximo ao mar. O registro foi acompanhado de uma frase (“Pronto para o combate, senhor”) e de uma nova repetição do slogan bolsonarista.

Queiroz havia sido preso em junho de 2020, na Operação Anjo, acusado de agir para atrapalhar as investigações do MP sobre eventuais crimes cometidos por Flávio Bolsonaro e pessoas ligadas a ele na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A mulher de Queiroz, Márcia de Oliveira Aguiar, também foi detida. Eles permaneceram em prisão domiciliar até que o STJ os libertou, há quase dois meses, porque o prazo das ordens de prisão estava defasado.

Procurada, a defesa de Queiroz não se pronunciou sobre as publicações relativas às manifestações do último fim de semana e não confirmou se ele esteve no local dos atos que divulgou.

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