Em editorial, Estadão defende impeachment de Bolsonaro

O jornal O Estado de S.Paulo publicou neste domingo (11.jul.2021) editorial em que critica o que definiu como ameaças às instituições da República e ao regime democrático por parte do presidente Jair Bolsonaro. Para o veículo, o mandatário não tem mais condições de permanecer no cargo.

O texto é publicado após as declarações de Bolsonaro contra o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso. Na ocasião, o presidente também sugeriu que as eleições de 2022 podem não acontecer.

Leia a íntegra do editorial “Chega de chantagem” (restrito para assinantes).

Para o jornal, os acontecimentos recentes fizeram Bolsonaro perder os “freios internos que o faziam ao menos fingir ser um democrata”. No momento, os holofotes estão virados para os supostos esquemas de corrupção na compra de vacina contra a covid-19. 

Segundo o Estadão, o presidente se coloca contra a Constituição ao ameaçar “de forma explícita a realização das eleições no ano que vem”.

O jornal faz referência à afirmação de Bolsonaro de que o Brasil terá problemas no ano que vem se não houver “eleição limpa” – eleições com o resultado que ele almeja, na avaliação do veículo. “O presidente chantageia a nação”, diz o editorial. 

Sobre a nota do Ministério da Defesa e os comandantes das Forças Armadas repudiando a fala do senador Omar Aziz durante sessão da CPI da Covid no Senado, o editorial afirma que o comunicado ajudou Bolsonaro a se sentir seguro para subir o tom nas acusações. 

Citando algumas reações à nota, o jornal afirma que cabe ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), mostrar ao país que “tem brio e espírito republicano”. Na avaliação do jornal, o deputado deve dar prosseguimento aos pedidos de impeachment contra Bolsonaro.

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