Em debate virtual, prefeito e ex-presidente Lula discutem programas sociais de Maricá

O primeiro dos dez debates do ciclo “A Revolução Social de Maricá” foi realizado nesta quarta-feira (26/05) em comemoração aos 207 anos de Maricá. Com o tema “A Redução das Desigualdades Sociais”, o prefeito Fabiano Horta e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva debateram o cenário social no país e os resultados positivos obtidos pelos programas de transferência de renda, especialmente no cenário da pandemia. Durante uma hora e meia, para uma audiência estimada em 15 mil pessoas, os dois discutiram principalmente como os modelos implantados em escala municipal podem servir de exemplo a outras cidades, guardadas as devidas diferenças. 

O encontro, organizado pela Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) foi transmitido através das mídias sociais da Prefeitura (facebook e youtube), além do Portais IG, 247 e Revista Fórum.


“É uma satisfação muito grande celebrar esse aniversário com um ciclo de debates que tem a ver com a transformação social na cidade e ter como primeiro participante dessa série, o presidente da República que fez uma revolução social nos anos 2000 é uma honra. O segredo de Maricá sempre foi inspirado nesse princípio que você traduziu muito bem de que é preciso colocar o povo como parte de seu orçamento”, iniciou o anfitrião.


O programa Renda Básica de Cidadania, que atende a 42.500 pessoas e virou referência internacional foi lembrado pela eficiência na proteção do ambiente social e econômico na pandemia. “Quando for a Maricá quero comprar um sorvete com a Mumbuca”, brincou o ex-presidente, diante da descrição feita pelo prefeito do funcionamento da moeda em uma economia circular e solidária. “Seu Joaquim vende laranjas e com o dinheiro compra o salgado da dona Marica, que por sua vez paga com essas mumbucas o encanador que foi à sua casa. É assim que a economia vai girando e se fortalecendo”, descreveu o prefeito. 
Outros programas foram citados como parte de ações coordenadas e que trazem resultados positivos para a economia local. As linhas de crédito, o Programa de Amparo ao Trabalhador e o Programa de Amparo ao Emprego, que foram as medidas que suavizaram os impactos econômicos da pandemia no município, foram destacadas pelo ex-presidente como ações simples e eficazes. “É importante que os novos prefeitos percebam que também podem incluir o pobre, o pequeno empreendedor da cidade dele, no orçamento”, disse Lula. 

O programa do ônibus Tarifa Zero (vermelhinhos) mereceu também destaque, bem como ações focadas em Educação, como o  Passaporte Universitário – que o prefeito  lembrou ser inspirado no Pro Uni, do governo federal – e na Saúde, como o Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara. “O Pró-Uni mudou a vida de milhões de estudantes que sonhavam em ter uma formação acadêmica e avançar servindo ao seu pais. Hoje, com o Passaporte Universitário, jovens pobres cursam medicina porque valorizam esse direito conquistado pela cidade”, destacou o prefeito


“Fabiano, apesar de ter pessoas que não conhecem Maricá, a cidade é um símbolo de que a gente pode provar que o Brasil pode dar certo. A cidade é campeã nacional em arrecadação dos royalties. Mas muitos prefeitos não sabem administrar isso. Você criou uma poupança especifica para o desenvolvimento da cidade quando o petróleo findar e que já tem R$ 500 milhões, o Fundo soberano”, elogiou Lula, lembrando que outros prefeitos que eventualmente assistiam ao debate precisavam compreender a dimensão dessas iniciativas para avançar na proteção aos mais pobres. 


“O fundo soberano é o maior fundo de reservas do país, mas é acima de tudo a garantia de que o fundo dialoga a longo prazo com a manutenção das nossas politicas sociais”, garantiu Fabiano Horta.

Lula completou. “Muita cidade usufrui das riquezas, faz praças e depois quando a riqueza desaparece, a cidade fica pobre”, avaliou, antes de destacar no que as políticas sociais adotadas em Maricá fazem a cidade ser um diferencial  “Você contribui com o desenvolvimento da cidade e com a geração de empregos. Uma ideia genial. Muita cidade que tinha mina de ouro, de petróleo, depois ficou pobre. Toda e qualquer cidade pode fazer um pouco dessas coisas que estão fazendo, é só incluir o pobre no orçamento”, pontuou o ex-presidente.

Lula convidou outros governantes a visitarem a cidade. “Todo mundo precisa saber que é possível construir um novo país. Quem tiver dúvida, que vá à Maricá. Eu espero que os outros prefeitos entendam e trabalhem com a quantidade de dinheiro que recebem. Foi um dia feliz para mim. Eu quero conhecer essa moeda. O Banco Central que se cuide que a Mumbuca vem aí”, brincou Lula, que manifestou o desejo de voltar a Maricá para um banho de mar. “Vou ao Rio de Janeiro desde os anos 70 e nunca me convidaram para dar um mergulho. Quero fazer isso em Maricá”,  completou o ex-presidente.

  
“O ser humano é amor. A dor do outro precisa estar viva na gente para que a gente possa transformar a realidade. É um tempo de sensibilidade, de olhar as grandes experiências, mas é um tempo desse chamado da sensibilidade. As coisas não podem e não devem ser como estão. Precisam ser transformadas. Esse elemento tem que nos unificar. E como tarefa nossa, daqueles que militam na política para transformar o mundo, que a cidade de Maricá está aberta a todos Que Maricá seja o impulso do desejo politico de construir”, convidou Fabiano Horta. 


A programação do aniversário da cidade continuou depois com mais uma live da Roda Cultural, transmitida da Fazenda Ibiaci pelas redes da Prefeitura. Na tela, a Orquestra Raul de Barros, Rafael Caçula, Betinho Bahia, Rose Lima, Roan Victor, Larangeira e, fechando a noite, Moniquinha Ãngelo. 

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