Eletrobras perde espaço na geração de energia

Maior geradora de energia da América Latina, a Eletrobras vive uma situação financeira insustentável, fruto de má gestão e constante uso político. Em cinco dos últimos seis anos, registrou prejuízos bilionários. Quase R$ 30 bilhões em perdas apenas nesse período.

O declínio da empresa começou com a MP 579, editada em setembro de 2012 pela então presidente Dilma Rousseff, que impôs redução forçada da tarifa de energia para os consumidores.

A MP provocou prejuízos não só para a Eletrobras, mas para todo o sistema elétrico. A conta ainda está sendo paga pelos consumidores, sob a forma de aumento nas tarifas. E pode ser paga também pelos contribuintes, caso a Eletrobras não seja privatizada.

Sem caixa e com uma dívida bruta crescente, hoje na casa dos R$ 45 bilhões, a estatal teve de rever os investimentos e começou a perder relevância no setor.

Antes responsável por 35,5% de toda a geração de energia do Brasil, agora participa com 31%.

Mas a estatal deixou aberta a possibilidade de aumentar os investimentos nos próximos anos caso a privatização da empresa seja bem sucedida.

O primeiro passo para a venda completa da companhia deve ser dado no próximo dia 26 de julho, quando estão previstos os leilões das seis distribuidoras que atuam no Norte e Nordeste do país.

Altamente problemáticas, essas subsidiárias acumulam dívidas de R$ 35 bilhões e precisam de investimentos urgentes.

Devem ser vendidas, cada uma, por míseros R$ 50 mil, conforme prevê o edital. Um valor irrisório para começar a limpar o balanço da holding.

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