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Dupla duas vezes medalhista olímpica, Martine Grael e Kahena Kunze

Dupla duas vezes medalhista olímpica, Martine Grael e Kahena Kunze formam uma parceria extremamente entrosada, apesar do fato de terem personalidades tão diferentes. Martine, de 30 anos, é a razão da dupla, a mais calma e serena, e que dita o caminho do barco durante a regata, a timoneira. Kahena, também de 30 anos, é mais explosiva, falante e é a proeira, aquela que faz o peso na hora das manobras. Quando se juntam, o pódio é um destino que passou a ser natural. Ouro no Rio-2016! Ouro em Tóquio-2020!

As duas são de família de velejadores. Martine é filha de Torben Grael, e dono de cinco medalhas olímpicas, e sobrinha de Lars, que tem outras duas. Já Kahena é filha de Claudio Kunze, campeão mundial juvenil nos anos 1980.

Em 2013, as duas acreditaram em um projeto de formar uma parceria visando as Olimpíadas de 2016, quando a classe 49erFX faria a estreia. Os primeiros resultados foram muito promissores, com a prata no Mundial daquele ano e o título mundial na temporada seguinte, em 2014. O time seguiu muito bem até chegar ao ouro olímpico em 2016.

Martine Grael e Kahena Kunze conquistam a medalha de ouro na vela |  olimpíadas | ge

No ano seguinte, uma parada fundamental. As duas ficaram praticamente um ano sem competir juntas. Martine foi participar da Regata de Volta ao Mundo, enquanto Kahena optou por focar nos estudos. Mas era algo combinado e temporário: em 2018 as duas já estavam juntas e, com a quarta posição no Mundial daquele ano, classificaram-se para as Olimpíadas de Tóquio.

Em 2019, nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019, protagonizaram uma cena que ficou para a história: em dupla, levaram a bandeira da delegação brasileira na cerimônia dos Jogos Pan-Americanos de Lima.

Martine e Kahena porta-bandeira Brasil Jogos Pan-Americanos Lima 2019 — Foto: Wander Roberto/COB

A reta final da preparação para as Olimpíadas de Tóquio foi complicada. Muito tempo treinando na Europa, onde conseguiram participar de algumas poucas competições liberadas após o início da pandemia. A ideia era sempre passar algumas semanas treinando com boas duplas, para ter algum tipo de parâmetro.

Em oito anos de parceria são duas medalhas olímpicas, além de cinco medalhas em Campeonatos Mundiais (um ouro e quatro pratas) e uma prata e um ouro em Jogos Pan-Americanos.

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