Diante de pressão por novo auxílio, Guedes insiste em corte de gastos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (10/2) que é preciso responsabilidade fiscal diante da pressão por um novo auxílio emergencial. Guedes recebeu a presidente da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, Flávia Arruda (PL-DF), e o relator do Orçamento de 2021, Marcio Bittar (MDB-AC), para discutir soluções para a retomada do benefício.

“Nós temos um compromisso com as futuras gerações do país. Nós temos que pagar pelas nossas guerras. Se nós estamos em guerra contra o vírus, nós temos que arcar com essa guerra, e não simplesmente empurrar irresponsavelmente esses custos para as gerações futuras”, disse o ministro.

Guedes defende que o dinheiro do auxílio seja proveniente do corte de gastos e respeite o teto estabelecido pelo governo. O Congresso, no entanto, pressiona para que o benefício retorne o quanto antes, mesmo que, para tanto, seja necessário ignorar a redução de despesas.

“Temos o compromisso de sensibilidade social de um lado e de responsabilidade fiscal do outro”, ponderou o titular da Economia, respondendo ao pedido do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), de empatia com a população de baixa renda economicamente afetada pela crise fiscal causada pela pandemia da Covid-19.

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