Diante de índices preocupantes, Ceperj promove conscientização sobre incêndios florestais na serra fluminense

Nesta quinta (22), a Fundação Ceperj, junto com o Inea, promoveu mais uma série de atividades da Operação Fumaça Zero, chamada “Dia D”, em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro. Na ocasião foram realizadas ações de combate à incêndios e atividades de educação ambiental e conscientização com moradores e trabalhadores de locais da região que precisam lidar com as queimadas ano a ano.

Iniciado no mês de maio, o objetivo deste projeto de mobilização é reduzir, em 2021, 30% dos focos de incêndio e queimadas na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro comparando com o ano de 2020.  

“O Dia D da Operação Fumaça Zero é uma ação importante, que mobiliza todos os órgãos e setores envolvidos no projeto. É uma forma de alertar e chamar a atenção da sociedade sobre os perigos dos incêndios florestais, não só para o meio ambiente mas para toda a sociedade”, explica o secretário de Estado do Ambiente, Thiago Pampolha. 

O presidente da Fundação Ceperj, Gabriel Lopes, acrescenta: “Através do levantamento de campo realizado, temos condições de fazer análise e depuração dos dados com o objetivo de contribuir de forma significativa para o planejamento e combate a incêndios no Estado do Rio de Janeiro, criando até mesmo novos indicadores para os gestores”.

A operação se revelou um sucesso com a realização de ações de conscientização. 

Índices críticos

Os índices das queimadas aumentam de acordo com a diminuição do volume de chuva durante o inverno brasileiro. A soltura de balões, que é crime, piora a situação nesta época do ano.

Yuri Maia, engenheiro ambiental e Coordenador de Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais da Fundação Ceperj, afirma que durante o período de estiagem a situação se agrava, por conta das elevações de temperatura e da baixa umidade do ar, associadas à baixa umidade do solo e pastos secos. Ele ressalta que durante as operações foi possível verificar as principais causas das queimadas. 

“Práticas convencionais para renovação de pastagens, limpeza de terreno para cultivo e queima de resíduo domiciliar residencial e resíduos de poda com o uso do fogo são as principais causas de incêndios. Vale frisar que a área rural dos municípios alvo da operação é caracterizada pela ausência de coleta regular de resíduos sólidos.”

A Operação Fumaça Zero conta com a participação de órgãos governamentais e de empresas privadas: Gabinete de Segurança Institucional do Estado do Rio de Janeiro, Fundação Ceperj, PMERJ, DER/RJ, 4º Delegacia PRF, Prefeituras Municipais, Associações de moradores, Concer, Rota, CRT, Light, Viação Dedo de Deus, Pedro Ita e Grupo Águas são os participantes da segunda edição do programa de preservação ambiental.

A união das esferas pública e privada aumenta a abrangência da operação, que acontece em 13 municípios da Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro.

De maio até a primeira quinzena de julho, a Operação Fumaça Zero já realizou cerca de 44 vistorias, lavrando cerca de 230 notificações preventivas de incêndios e coibindo 17 focos de incêndio, antes que eles se tornassem um incêndios florestais.

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