Deputado Sargento Gurgel preside comissão para tratar de policiais assassinados e vitimados pela Covid-19

Uma comissão externa criada na Câmara dos Deputados vai debater políticas e ações para maior proteção dos policiais brasileiros. As mortes dos agentes de segurança pública, vítimas de assassinatos e acometidos pela Covid-19, levaram o coordenador da bancada federal do Rio de Janeiro no Congresso Nacional, deputado Sargento Gurgel (PSL-RJ), defender a implantação de um grupo de trabalho.

A comissão externa foi aprovada durante a reunião da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, realizada nesta quarta-feira (26/05). O objetivo é ampliar tratativas, debates, discussões e deliberações que viabilizem solução eficaz para preservar as vidas dos agentes de segurança pública. 

O grupo de trabalho percorrerá estados e municípios para colher informações, analisar e ao final preparar um plano de ação para combater e reduzir as mortes de policiais.

“Uma ação enérgica investigativa e preventiva deve ser prioridade em todas as Secretarias de Segurança Pública dos estados da nação. A vida do policial não pode ser tratada igual à vida do bandido. O policial faz o bem e serve à sociedade, o marginal ataca, humilha e oprime famílias”, afirma o deputado Sargento Gurgel, conduzido à presidência da Frente Parlamentar em Defesa da Vida dos Agentes de Segurança Pública.

No Rio de Janeiro, nos primeiros meses de 2021, o número de policiais assassinados já superou 14 óbitos ocorridos no ano passado, segundo a Secretaria estadual de Vitimados. “São números alarmantes, trabalharemos para que esta comissão externa encaminhe pedido de providências junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, a fim de extirpar ações de facções e organizações criminosas que vêm comandando o crime no país”, diz Sargento Gurgel.

Segundo dados fornecidos pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública referentes ao ano de 2019, “o perfil médio do policial assassinado não se distingue muito do verificado entre as vítimas de mortes violentas intencionais de modo geral. São majoritariamente homens (99%), negros (65%), com pequenas diferenças apenas no perfil etário, dado que 24,8% dos policiais mortos tinham entre 30 e 39 anos e 30,5% entre 40 e 49 anos, um pouco mais velhos que a média nacional”.

A escalada de policiais vitimados pela Covid-19 também preocupa. Segundo levantamento do Monitor da Violência, 65 agentes, entre civis e militares, perderam a vida devido à pandemia, em 2020. E o Rio de Janeiro é o estado com o maior número de policiais mortos por Covid-19 em todo o Brasil – 65 agentes, entre civis e militares, faleceram devido à pandemia, no ano passado. Em todo o país, 465 policiais das duas corporações morreram.

“Lamentamos profundamente os inúmeros registros de mortes de policiais pela Covid-19. As forças de segurança pública exercem atividade essencial e, muitas vezes, não possuem equipamentos de proteção individual específicos, ficando expostos à doença ao cumprirem a missão de lidar com o caos e proteger vidas. Precisamos aprovar medidas para proteção dos nossos policiais”, conclui Sargento Gurgel.

Também assinaram pela criação da comissão externa em defesa da vida dos policiais os deputados Delegado Antônio Furtado (PSL-RJ), Subtenente Gonzaga (PDT-MG), Sargento Fahur (PSD-PR) e Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM).

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