Deputada do Partido Republicano que critica Trump perde cargo de liderança

Liz Cheney, uma deputada do Partido Republicano pelo estado de Wyoming, nos Estados Unidos, foi removida do cargo de liderança de seu partido na Câmara de Deputados nesta quarta-feira (12) por ter criticado o ex-presidente Donald Trump, que mentiu sobre as eleições terem sido roubadas dele.

Os republicanos da Câmara realizaram uma votação secreta para destituí-la da liderança.

“Vou fazer o que estiver em minhas mãos para garantir que o ex-presidente não volte nunca mais (ao poder)”, declarou Liz à imprensa, no Congresso, após a decisão.

Cheney é filha do ex-vice-presidente Dick Cheney. Em janeiro, ela votou pelo impeachment de Trump por ter incitado uma insurreição no dia 6 de janeiro de 2021.

Ela disse que as mentiras de Trump estão envenenando o sistema democrático e quem diz que as eleições foram roubadas está espalhando uma grande mentira.

Não está claro se os republicanos da Câmara dos Deputados vão escolher um substituto de Cheney.

Ela era responsável, dentro do Partido Republicano, por decidir qual será a opinião do partido a respeito de propostas legislativas e auxiliar membros da agremiação em diversos assuntos.

Liz Cheney em Washington DC, em 12 de maio de 2021 — Foto: Jonathan Ernst/Reuters

Trump e um outro republicano, Kevin McCarthy, querem que Elise Stefanik assuma o cargo de Cheney.

Para os republicanos, as críticas de Cheney ao ex-presidente Trump chamaram mais a atenção do público do que as mensagens do partido sobre a oposição a Joe Biden.

Em um discurso desafiador no plenário da Câmara na noite de terça-feira, Cheney novamente criticou Trump e seus aliados pelas falsas alegações sobre a eleição.

Para ela, o Partido Republicano deveria ser o partido da verdade. “Ficar em silêncio e ignorar a mentira incentiva os mentirosos”, ela disse.

“Eu não vou participar disso, eu não vou relaxar e ver em silêncio, enquanto outros que lideram o nosso partido em um caminho que abandona o Estado de direito e segue a cruzada do ex-presidente para minar nossa democracia”, ela disse.

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