Dentista acusada de fazer parte da “Máfia” dos remédios é presa

A dentista Dayane Medeiros Boechat, de 23 anos, foi presa por policiais da 78ªDP (Fonseca), na última quinta-feira, em São Paulo, num desdobramento da Operação Eros. A jovem é acusada de participar de um esquema interestadual de comercialização de medicamentos de uso controlado e/ou proibidos na internet. Entre os remédios estavam abortivos, antidepressivos, anabolizantes, anfetaminas, inibidores de apetite e substâncias usadas no golpe ‘Boa Noite, Cinderela’.

Dayane é irmã de Bruna Medeiros Boechat, presa no último dia 8, em Maricá, na primeira fase da operação, que foi deflagrada de maneira simultânea em Maricá e em Foz do Iguaçu, no Paraná.

De acordo com as investigações da 78ªDP (Fonseca), por ser dentista e possuir o documento de Conselho Regional de Odontologia (CRO), Dayane tinha como pedir medicamentos que só podem ser comprados com receita.

“Ela emitia blocos de talonários de receita controlada em branco com carimbo e assinatura dela, e enviava para a irmã. Ela também tinha uma conta bancária que era movimentada pela Bruna para a compra desses remédios. Então, a Dayane tinha pleno conhecimento do que acontecia”, explicou a delegada Camila Lourenço.

Em Foz do Iguaçu, no apartamento de Flávia Conceição Ermácora e Antonio Sergio Marsola, também presos em 8 de novembro, foram encontrados diversos receituários em branco que já estavam carimbados e assinados por Dayane. Os agentes da distrital capturaram a dentista em sua casa, em São Paulo, e ainda cumpriram mandados de busca e apreensão em seu consultório, onde encontraram alguns receituários assinados pela jovem.

“A gente apreendeu esses receituários para serem utilizados num confronto grafotécnico, uma comparação da grafia dela com a que vimos nos receituários já apreendidos anteriormente”, esclareceu a delegada.

Dayane será indiciada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, comercialização de medicamentos sem a autorização da Anvisa e lavagem de capitais.

As investigações da Operação Eros começaram em maio deste ano e com a prisão de Dayane o inquérito foi finalizado. De acordo com a apuração da 78ªDP, o grupo criminoso movimentava cerca de R$ 150 mil por mês.

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