Defesa de Fabrício de Queiroz pede habeas corpus em caso das “rachadinhas”

A defesa de Fabrício de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, deu início a um novo pedido de habeas corpus para o ex-assessor e sua esposa, Márcia Aguiar, no Supremo Tribunal Federal, na última segunda-feira (10). O pedido foi encaminhado para o ministro Gilmar Mendes, que já paralisou as investigações sobre a “rachadinha” no último ano a pedido de Flávio Bolsonaro. O ex-assessor de Flávio está sendo acusado de participar de uma organização criminosa envolvida no esquema da ‘Rachadinha’, na qual, pelo menos, 13 assessores repassavam parte de seus salários para Queiroz no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio. O caso continua em segredo de Justiça. As informações são do jornal Estadão Conteúdo.

Na última semana, a defesa de Queiroz também solicitou que a relatoria do processo em questão não estivesse mais nas mãos do ministro Felix Fischer, que pode reavaliar a decisão do ministro João Otávio de Noronha, que concedeu prisão domiciliar a Queiroz e sua esposa. A defesa de Queiroz fez esse pedido, pois Fischer é considerado linha-dura entre os colegas do Supremo. Pessoas próximas a família Bolsonaro e a Queiroz acreditam que a divulgação dos cheques recentes nos quais Queiroz dava dinheiro para Michelle Bolsonaro pode fazer com que o ministro mande o ex-assessor e sua esposa de volta para o presídio. Queiroz e sua família trabalharam por anos para a família Bolsonaro

Segundo extratos bancários de Queiroz divulgados recentemente pela Revista Crusoé e anexados na investigação do Ministério Público do Rio, o ex-assessor depositou 21 cheques no nome de Michelle Bolsonaro, a primeira-dama. Os depósitos ocorreram entre 2011 e 2016 e totalizavam R$ 72 mil. A esposa de Queiroz, Márcia Aguiar, também depositou R$ 17 mil em cheques para Michelle. 

Queiroz e Márcia estão em prisão domiciliar desde julho graças a uma decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio de Noronha. A decisão, no entanto, pode ser revisada Quinta Turma da Corte, mas, por enquanto, o processo está parado, pois o ministro Felix Fischer está de licença médica. 

Queiroz trabalhou por mais de dez anos com a família Bolsonaro. As filhas de Queiroz também foram empregadas pela família presidencial. Segundo o Estadão, a família presidencial teme que se Márcia e Queiroz forem encaminhados para um presídio, eles fechem acordos de delação premiada. 

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