Debates sobre questões hídricas e climáticas marcam seminário das águas, em Mesquita

 

Quarta edição do evento aconteceu no dia 22 de março, com a presença de outros profissionais especializados no assunto

 

Na sexta-feira, dia 22 de março, os lugares do Auditório Zelito Viana, na sede da prefeitura, foram ocupados por munícipes, profissionais e demais interessados nas questões hídricas de Mesquita e do Rio de Janeiro. Isso porque aconteceu o IV Seminário das Águas do município, com direito a palestras e bate-papo sobre agricultura, além da apresentação das abordagens culturais e educativas da G.R.E.S. Tubarão de Mesquita. Com o tema “A Urgência Climática e a Manutenção dos Recursos Hídricos”, a atividade proporcionou a expansão do conhecimento sobre o tema da vez para desenvolver o pensamento crítico e despertar a sensibilidade dos participantes para abraçar a causa.

 

Depois de um momento de confraternização e café da manhã, o evento foi iniciado com as boas-vindas do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rholmer Louzada Junior. “Essa já é a quarta edição do Seminário das Águas de Mesquita, que busca entender, principalmente, o comportamento das mudanças climáticas, que são provocadas por queimadas e pelo desmatamento da nossa unidade de conservação. Isso também acaba afetando a água do território mesquitense. O objetivo é transformar a cidade nos quesitos sustentáveis. É por isso que estamos fazendo os planos municipais de Resíduos Sólidos e o da Mata Atlântica, e licitando o Plano Diretor”, comenta.

 

A ação também contou com a presença do professor e doutor em Geografia Manoel Ricardo Simões, da IFRJ Nilópolis. Com a palestra “Para além das mudanças climáticas, um olhar crítico sobre os desastres ambientais”, ele abordou a ligação entre o clima, a chuva e os impactos na sociedade. “Uma das formas de contribuir para evitar desastres é permitir a infiltração da água no solo. Quando há terrenos cimentados, essa ação não acontece. Mas, por exemplo, um prédio ou uma casa pode pegar a água das chuvas e guardar em uma cisterna. Depois, reutilizar essa água no banheiro ou para regar plantas. É fazer o que a natureza faz”, argumenta.

 

Também marcaram presença no seminário das águas a agricultora Deise Dourado, presidente da Cooperativa dos Produtores Agropecuários de Mesquita (COOPAMESQ), e os representantes da G.R.E.S. Tubarão de Mesquita. Deise tirou dúvidas da população e falou sobre agricultura familiar e meio ambiente. Enquanto isso, a finalização se deu com a professora e pesquisadora Maria das Graças, da Escola Brito Elias, e com o compositor Sergio Fonseca, que falaram sobre o Carnaval 2024 e sobre a importância social, histórica, econômica e cultural da Baixada Fluminense, especialmente de Mesquita, em relação ao corpo hídrico local e das adjacências. O hall da prefeitura ainda recebeu uma exposição dos figurinos das alas do enredo da escola de samba mesquitense.

 

Preocupação constante

 

Frequentemente, a equipe de Meio Ambiente e Urbanismo investe em ações que visam a preservação na cidade de Mesquita, ressaltando a Educação Ambiental. “Já realizamos ações como o plantio de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica nas margens dos nossos rios e no Monte Guararapes (Horebe). Além disso, desempenhamos um bom trabalho na Coleta Seletiva Solidária para a sustentabilidade do planeta. Com isso, por exemplo, somos a cidade com uma das melhores pontuações no Rio de Janeiro, no ICMS Ecológico. Todas essas ações, inclusive, são feitas de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS”, conta Rosaura Clem, responsável pela Educação Ambiental na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Mesquita.

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