Cronograma de entrega de novas doses anunciado pelo Ministério da Saúde inclui vacinas ainda não aprovadas pela Anvisa

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (17) que vai distribuir mais 220 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 até 31 de julho. A previsão da pasta é de que 11,3 milhões sejam entregues aos estados na próxima semana, incluindo lotes da CoronaVac e da vacina da AstraZeneca/Oxford. Com isso, seria possível retomar a imunização em cidades que tiveram que interromper a campanha devido ao fim dos estoques, como o Rio de Janeiro.

“Totalizaremos até 31 de julho quase 231 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, ou seja, o suficiente para dar tranquilidade de proteção à população contra essa doença”, disse o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em nota enviada pela pasta.

Considerando os 10,7 milhões de doses distribuídos em janeiro, o total até julho chegará a 230,7 milhões. Estão incluídos nesse total doses de dois imunizantes que ainda não foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em reunião on-line com governadores, Pazuello afirmou que o governo federal deve assinar contrato ainda nesta semana com a União Química, que representa no Brasil a fabricante da vacina russa Sputnik V, e com a Precisa, responsável pela indiana Covaxin. Até o momento, somente a CoronaVac e a vacina da AstraZeneca têm autorização do órgão regulador para serem aplicadas no Brasil.

O governo paulista promete liberar, gradativamente, durante oito dias, a partir da próxima terça-feira, mais 3,4 milhões de doses da CoronaVac para serem distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios. Até o momento, 9,8 milhões de doses da vacina produzida pelo Instituto Butantan (SP) em parceria com o laboratório chinês Sinovac já foram entregues ao Programa Nacional de Imunização (PNI), em quatro lotes.

Na última segunda-feira, o Ministério da Saúde anunciou que assinou contrato para a compra de mais 54 milhões de doses da CoronaVac, totalizando 100 milhões a serem entregues ao longo do ano. Ontem, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), informou que vai antecipar em um mês a entrega desta remessa extra: inicialmente previsto para o fim de setembro, o lote seguirá para distribuição via PNI no fim de agosto.

Confira o cronograma de entregas do Governo Federal

Fevereiro: previsão de distribuir 11.305.000 doses, sendo 2 milhões da vacina da AstraZeneca/Oxford (do lote importado da Índia) e 9,3 milhões da CoronaVac.

Março: total de 46.033.200 doses, sendo 16,9 milhões da vacina de Oxford (4 milhões importados da Índia e 12, 9 milhões com produção nacional via insumo farmacêutico ativo, o IFA, importado), 18,1 milhões de doses de CoronaVac, 8 milhões da Covaxin, 400 mil da Sputnik V e 2,6 milhões de doses da vacina de Oxford via consórcio Covax Facility (a coalização comandada pela OMS ainda pretende entregar mais 8 milhões de doses ao Brasil até junho, mas o Ministério da Saúde não detalhou este cronograma).

Abril: pelo menos 57.262.258 doses, sendo 4 milhões da vacina de Oxford, importados da Índia, 27,3 milhões com produção nacional via IFA importado, 15,9 milhões da CoronaVac, 2 milhões da Sputnik V e 8 milhões de doses da Covaxin.

Maio: ao menos 46.232.258 doses, sendo 28,6 milhões de Oxford com produção nacional via IFA importado, 6 milhões da CoronaVac, 7,6 milhões da Sputnik V e 4 milhões da Covaxin.

Junho: 42.636.858 doses, considerando os 8 milhões do Covax Facility (o prazo de envio é até o fim do primeiro semestre), 28,6 milhões de Oxford, com produção nacional via IFA importado, e 6 milhões da CoronaVac.

Julho: pelo menos 16.548.387 doses, sendo 3 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford com produção nacional via IFA importado e 13,5 milhões de doses da CoronaVac.

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