Crivella libera cursinhos, aulas de idiomas e eventos de negócios no Rio

A prefeitura do Rio de Janeiro liberou o retorno facultativo de outras atividades ligadas à educação, entre elas cursinhos, atividades curriculares, como aulas de inglês e de outros idiomas, atividades profissionalizantes e ensino de artes. Em decreto publicado no Diário Oficial municipal nesta segunda-feira, dia 10, o texto assinado pelo prefeito Marcelo Crivella afirma que os locais de ensino ainda devem funcionar com um terço da capacidade e assegurar o distanciamento mínimo de dois metros entre os alunos.

O decreto ainda exige que as “Regras de Ouro” sejam obrigatoriamente seguidas, como o uso de máscaras e higienização dos ambientes periodicamente. No mesmo texto, a prefeitura também permitiu a volta de eventos de negócios. Nesses casos, segundo o decreto, o espaço que abrigará o evento deverá funcionar com a metade da capacidade. São eles:

— Assembleias;

— Conferências;

— Congressos;

— Painéis;

— Palestras;

— Seminários;

— Simpósios;

— Workshops

Cursinhos, como preparatório para concursos público, estão liberados para retornar no Rio de forma facultativaO assunto foi discutido pelo comitê científico da prefeitura, que se reuniu na sexta-feira, dia 7, para avaliar as medidas adotadas e os indicadores da Saúde que balizam o plano de reabertura da cidade. Nessa reunião, foi decidido pelo retorno dessas atividades. O presidente da associação de promotores de eventos Apresenta Rio, Pedro Guimarães defendeu a retomada dos eventos.

— A paralisação do setor de eventos impacta na cultura, no turismo, no esporte. Tantas outras atividades já estão funcionando e nós, que somos capazes de nos organizar melhor que ninguém porque vivemos disso, continuamos sem poder trabalhar. Tivemos que nos reinventar nesta pandemia, fazendo lives, drive-in, mas precisamos retomar nossa atividade — disse.

Escolas municipais

Há quase cinco meses fechadas, as escolas municipais do Rio voltarão a abrir as portas nesta segunda-feira. As unidades, no entanto, não vão receber alunos nem professores por enquanto. Apenas diretores, funcionários da parte administrativa e de serviços terceirizados vão retomar as atividades nessa primeira etapa. A limpeza das unidades ficará por conta da Comlurb.

Servidores foram pegos de surpresa, na última terça-feira, ao saberem que voltariam a trabalhar presencialmente. Ao longo da semana, eles foram convocados para participar de treinamentos virtuais com a Vigilância Sanitária, que explicou os protocolos. Os diretores afirmam terem sido pressionados para voltar a trabalhar presencialmente. Eles contam que se sentiram ameaçados em reuniões com representantes da Secretaria de Educação, nas quais teriam sido lembrados de que o cargo de diretor é comissionado.

A Secretaria Municipal de Educação informou, em nota, que desconhece a oposição dos diretores de escolas, e que nega qualquer tipo de ameaças em relação aos cargos de diretores e funcionários. Comunicou ainda que a verba para os equipamentos virá da própria secretaria, que a reabertura é para organizar a infraestrutura das escolas e que não há previsão para a reabertura dos refeitórios.

A prefeitura ainda não definiu uma data para a volta às aulas nas escolas municipais. Já em relação à rede privada, a definição sobre o retorno está no centro de um embate que envolve o governo do estado, o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Judiciário. Na decisão mais recente, a Justiça do Rio determinou a suspensão do decreto municipal que liberou a volta às aulas na rede privada. A prefeitura recorreu da decisão.

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