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Crise entre os Três Poderes atrasa pautas governistas no Congresso. Entenda

O discurso do presidente Jair Bolsonaro nos protestos do Sete de Setembro, a insistência de Bolsonaro em conclamar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), seguido de disparos contra a suprema corte, fizeram o Planalto retroceder na negociação de pautas econômicas ditas como prioritárias para o governo. O Congresso em Foco levantou os principais projetos do governo que ficaram na berlinda a partir dos acontecimentos da última semana  e a incerteza recai sobre o futuro de pautas que vão desde a indicação de André Mendonça ao STF, à outras de cunho mais econômico como a reforma tributária e o Novo Bolsa Família (confira a lista abaixo).

Não à toa, o mercado financeiro teve uma semana de oscilações e tensões. Enquanto isso, lideranças da esquerda e até mesmo do centrão declararam repúdio às atitudes de Bolsonaro. O Supremo, por onde algumas dessas pautas passam, marcou posição em discursos firmes e com o presidente, Luís Fux, chegando a comentar contra as declarações do presidente nos atos do Sete de Setembro.

Na quinta-feira (9), o Planalto tentou amenizar a crise com a divulgação de uma nota em relativizando acusações ao ministro Alexandre de Moraes. O clima, porém, segue delicado para o presidente. No Congresso, para parlamentares do centrão ouvidos na condição de reversa pelo Congresso em Foco, o sentimento é “ceticismo”. “Está todo mundo cético com a nota. Aguardando próximas lives e pronunciamentos no cercadinho”, afirmou.

Para o domingo (12), partido de direita e centro-direita organizam um ato contra o presidente Bolsonaro, pedindo, inclusive, o impeachment do mandatário. Entre os participantes estão ex-aliados e pré-candidatos à Presidência.

Confira as pautas que podem ser prejudicadas pelas faíscas entre o Planalto, o Legislativo e o Judiciário.

Precatórios x Auxilio Brasil

As ameaças do presidente Bolsonaro ao sistema judiciário podem travar as negociações pela votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios que está na Câmara dos Deputados. Pelo texto, as dívidas de precatórios mais altas, com pagamento previsto para este ano, poderiam ser prorrogadas, abrindo espaço para uma economia de mais de R$ 30 bilhões, dinheiro que o governo pretendia usar para criação do novo Bolsa Família, o Auxílio Brasil, com vistas em alavancar a popularidade do presidente

MP da Internet

Na segunda-feira (6), o governo enviou uma Medida Provisória que altera dispositivos do Marco Civil da Internet e dificulta a remoção de conteúdos e perfis nas redes sociais. Parlamentares começaram a se articular para derrubar o texto. O PSDB, por exemplo,  protocolou no STF uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a MP editada por Bolsonaro. Outros congressistas solicitaram ao senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, que o Legislativo devolva o texto para o Planalto.

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