CPI ouve ex-coordenadora da Saúde nesta quinta

Ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde Francieli Fantinato [fotografo] Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil [/fotografo]

A CPI da Covid ouve nesta quinta-feira (8), a partir das 9h, a ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde Francieli Fantinato. A oitiva atende pedido do senador Otto Alencar (PSD-BA), que aponta que a servidora editou nota técnica aos estados, recomendando a vacinação de gestantes que tinham recebido a primeira dose da AstraZeneca com qualquer vacina que estivesse disponível, sem comprovação de segurança ou eficiência disso nas grávidas.

Francieli Fantinato pediu para deixar o cargo e a servidora foi exonerada no dia 30 de junho. Ela também foi alvo de quebra de sigilos telefônico e telemático por parte da comissão.

O depoimento da servidora deve jogar luz sobre a atuação da equipe técnica do ministério diante do avanço da pandemia, aumento de casos e baixa vacinação. Os senadores também querem detalhes sobre o “gabinete paralelo” do Ministério da Saúde, grupo de aconselhamento do presidente da República.

Prisão

Nesta quarta-feira (7), o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), determinou a prisão do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias, durante depoimento ao colegiado. Dias saiu da reunião diretamente para a delegacia do Senado, sob acusação de falso testemunho.

Após cinco horas na sede da Polícia Legislativa, no subsolo do Congresso Nacional, o ex-servidor foi liberado ao pagar fiança de R$ 1.100. Dias vai responder em liberdade por falso testemunho a uma CPI. A pena prevista é de um a três anos de reclusão, além de multa.

Ainda durante a prisão de Dias, o Ministério da Defesa publicou uma nota oficial em que acusa o Omar Aziz de agir de “forma vil e leviana” contra a atuação militar. Aziz repudiou a nota em plenário do Senado.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) saiu em defesa da ação de Omar Aziz. “Quando nós falamos do joio, é porque queremos separá-lo do trigo”, disse a senadora. “Eu defendo que a CPI investigue, por isso que é o que a população quer, doa a quem doer. E para que possamos, numa relação harmônica com outros poderes, virar esta página.”

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