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CPI deve listar até homicídio entre os crimes imputados aos responsáveis pela Prevent

O porteiro Manoel Messias de Freitas Filho, de 62 anos, morreu em 14 de março de 2020, vítima do coronavírus. Conhecido à época como o de um dos primeiros mortos pela doença no país, o episódio, visto hoje em perspectiva, ganha hoje nova relevância na história da pandemia no brasil. A morte ocorreu num hospital em São Paulo administrado pela operadora de saúde Prevent Senior, que, como denunciaram alguns médicos que trabalharam para a seguradora, pressionava seu corpo de profissionais a receitar o chamado “kit covid”, um conjunto de medicamentos comprovadamente ineficazes para a doença.

A atuação da Prevent Senior, e especialmente sua parceria com o governo federal, virou um capítulo importante da CPI da Covid, cujo relator, Renan Calheiro (MDB-AL), promete pedir o indiciamento de funcionários da empresa por homicídio, estelionato e falsidade. O alinhamento com a obsessão do presidente Jair Bolsonaro em divulgar a cloroquina chegou ao ponto de o diretor-executivo da Prevent, Pedro Batista, participar de uma “live” ao lado do presidente para fazer propaganda do “kit covid” — com base em resultados turbinados de um “estudo” da Prevent sobre a eficácia de medicamentos refutados pela ciência para tratar a Covid.

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