CPI da Covid já é a segunda comissão que mais gerou ações ao Supremo

Supremo entrará de férias em julho. Decisão sobre 'revisão da vida toda' só para depois de agosto

 Em funcionamento há menos de três meses, a CPI da Covid já é a segunda que mais gerou ações ao Supremo Tribunal Federal. Em um novo movimento para buscar no Judiciário o direito de investigar irregularidades cometidas pelo governo no enfrentamento à pandemia, os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Podemos-GO) apresentaram nesta segunda-feira recurso ao STF para que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), seja obrigado a atender ao requerimento que pede a prorrogação da CPI da Covid. O novo recurso é a mais recente das 47 ações envolvendo a comissão apresentadas ao Supremo.

Em número de recursos judiciais, a CPI da Covid fica atrás apenas da comissão dos Correios, que durou um ano e levou 74 processos ao STF em 2005.

Os dados fazem parte de um levantamento feito pelo Supremo a partir de 556 ações protocoladas na Corte envolvendo 99 comissões parlamentares de 2003 até este ano. A CPI da Covid já nasceu envolvida em recursos ao Poder Judiciário: só foi instalada após determinação do ministro Luís Roberto Barroso, do STF. Desde o início da comissão, em 27 de abril, até ontem, o Supremo havia recebido 47 pedidos. Destes, 42 enviados à Corte até sexta-feira foram distribuídos para oito ministros relatores. Os outros cinco poderão ser julgados pelo presidente do tribunal, Luiz Fux, por conta do recesso. Fux ainda poderá remetê-los a outros ministros que não suspenderam as atividades em julho: Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello.

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