Covid-19: Paes faz balanço positivo de 1ª semana de vacinação por idade e diz que, neste ritmo, calendário pode ser acelerado

Durante a apresentação de mais um boletim epidemiológico atualizado sobre a situação da Covid-19 na cidade do Rio, nesta sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes revelou que as medidas restritivas em vigor neste momento, que não limitam o horário de funcionamento de bares e restaurantes e permite, por exemplo, a realização de rodas de samba, segue em vigor pelo menos até o dia 14 de junho. Paes e o secretário de Saúde do município, Daniel Soranz, também fizeram um balanço dessa primeira semana de vacinação com critério de idade. Segundo eles, o ritmo cresceu. O prefeito afirmou que, se continuar desta forma, o calendário pode ser até antecipado.

— Eu queria deixar meu agradecimento ao Butantan, mas nesse momento, especialmente à Fiocruz, que regularizou muito a produção da Astrazeneca. Está chegando bem, não estamos tendo problemas, e as notícias que temos são muito positivas em relação ao futuro. Deixo também meu agradecimento ao Ministério da Saúde. Mas, no ritmo que tivemos nessa primeira semana, não é impossível que a gente possa até acelerar esse processo. Se a gente mantiver essa regularidade de vacina, podemos até, em algum momento, acelerar esse processo. Fomos conservadores na montagem do calendário. Se dia 21 de outubro (quando termina o cronograma de aplicação das primeiras doses) puder se transformar em 19, 18, 15 ou 10, nós vamos fazer — disse o prefeito.

Soranz frisou que o Rio entra, a partir de agora, numa fase “muito mais fácil” de vacinar. A vacinação por idade contempla cada vez mais pessoas com o avançar do cronograma, e é mais célere, já que não é necessário apresentar atestados médicos, receitas etc.

— Estamos entrando numa fase muito mais fácil de vacinar, as pessoas sem comorbidade e mais jovens são muitos mais fáceis de vacinar. Agora, com as pessoas de 59 anos foi muito mais rápido e tranquilo. Felizmente, também, a gente ja tinha vacinado um grupo grande dessa idade com comorbidade, então ela começou um pouco mais lenta e foi se acelerando. A semana foi muito positiva, avançamos um pouco mais também na vacinação dos professores, e a tendência é que a vacinação vá avançando ainda mais, conforme as idades forem passando — afirmou o secretário.

O prefeito afirmou que a Covid-19 continuará a existir, mas acrescentou que e preciso ter esperança:

— O que a gente quer é comemorar o dia da liberação. Essa doença continuará entre nós, mas a gente tem que olhar para o futuro, ter esperança de que dias melhores estão por vir — acrescentou Eduardo Paes.

Um terço da população com primeira dose

Neste momento, de acordo com o boletim da prefeitura, 33% da população do Rio já estão vacinados pelo menos com a primeira dose. O número é menor entre as pessoas que já receberam as duas doses do imunizante: 14,3%. Ao todo, 2.229.647 cariocas receberam a primeira dose da vacina até agora, e 965.331 foram imunizados com a segunda aplicação.

Entre o boletim da semana passada para o desta sexta-feira, 149.015 pessoas receberam a primeira dose na cidade, e 21.739 a segunda dose, de acordo com dados da prefeitura. A meta do município é de vacinar, ao todo, 5.279.803 com a primeira dose até o fim de outubro.

Os números da prefeitura mostram ainda que houve diminuição considerável na internação de idosos de 60 a 90 ou mais – o que a Secretaria Municipal de Saúde atribui, principalmente, à vacinação. Em janeiro, por exemplo, 23% dos internados com Covid-19 eram da faixa etária de 60 a 69 anos, e o número diminuiu para 18% em maio. Em janeiro, 23% dos internados eram da faixa etária dos 70 a 79 anos, número que caiu para 11% em maio. Os idosos com 80 a 89 anos eram 16% dos casos de internação na cidade, e passaram a ser 7% em maio. Pessoas com 90 anos ou mais representavam 6% das internações por coronavírus, e agora representam 3%.

O boletim, no entanto, ainda considera toda a cidade em nível de risco alto para contágio e consequências da doença. Os dados sobre atendimentos em redes de urgência e a quantidade diária de novos casos apontam para um cenário que ainda demanda atenção, pois ambos os números continuam num platô considerado alto.

— Temos medidas mais flexíveis e o decreto continua até o dia 14 de junho, mas esses dados aí, a nossa expectativa é que caíssem mais do que caíram. Portanto, apesar de os números serem melhores, a gente sabe que medidas restritivas demandam uma certa coesão social. A gente chama atenção das pessoas. Ainda não estamos numa situação confortável — comentou Paes.

As variantes do novo coronavírus, chamadas “de preocupação” pelo corpo técnico, também foram tema. Principalmente, em relação ao morador de Campos dos Goytacazes, diagnosticado com uma nova mutação indiana – ainda mais contagiosa — ao desembarcar no Rio vindo do país asiático. Apesar de não ser da cidade, ele e pessoas que poderiam ter sido contaminadas foram monitorados pela prefeitura do Rio.

Segundo o município, nesta sexta-feira, o passageiro vindo da Índia chegou ao 14º dia desde o início dos sintomas e, portanto, já não representa mais risco. Os demais já testaram negativo em seus testes PCR. O que se sabe é que o homem, de 32 anos, viajou para a Índia em 2 de abril, e começou a sentir dores na cabeça no dia 21 de maio. Ele segue em monitoramento. Além dele, ao todo, foram identificados, esta semana, 53 novos casos de novas variantes, todos moradores do Rio. No total, são 548 casos no município, sendo 437 moradores da cidade.

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