Coreia do Sul diz que não poupará esforços para ajudar Coreia do Norte em meio a surto de Covid

O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, disse nesta segunda-feira que o país não poupará esforços para ajudar a Coreia do Norte, enquanto a nação isolada enfrenta um surto de Covid-19, e reiterou que permanecerá aberto à ajuda humanitária.

“Se a Coreia do Norte responder (ao nosso apoio), não pouparemos medicamentos, incluindo vacinas, equipamentos médicos e pessoal de saúde”, disse Yoon, em um discurso na sessão plenária da Assembleia Nacional.

Separadamente no discurso, Yoon também disse que discutirá com o presidente dos EUA, Joe Biden, maneiras de fortalecer a cooperação na cadeia de suprimentos global por meio do Quadro Econômico Indo-Pacífico. Biden está programado para visitar o país esta semana.

Batalha

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, ordenou que os militares regularizassem a distribuição de medicamentos contra a Covid na capital, Pyongyang, na batalha contra o primeiro surto confirmado da doença no país, disse a mídia estatal.

O primeiro reconhecimento oficial do Norte de um surto “explosivo” foi feito na semana passada, com especialistas alertando que poderia causar devastação em um país com suprimentos médicos limitados e sem programa de vacinas.

Os medicamentos adquiridos pelo Estado não estavam chegando às pessoas de maneira oportuna e precisa, disse Kim, em uma reunião de emergência do Politburo no domingo, antes de visitar farmácias perto do rio Taedong, na capital, segundo divulgou a agência de notícias estatal KCNA.

Kim ordenou o envio imediato do corpo médico do Exército para “estabilizar o fornecimento de medicamentos na cidade de Pyongyang”, acrescentou.

Embora as autoridades tenham ordenado a distribuição de reservas nacionais de medicamentos, as farmácias não estavam bem equipadas para desempenhar suas funções sem problemas, acrescentou Kim.

A contagem de pessoas com febre na Coreia do Norte ficou em 1.213.550, com 50 mortes até domingo, depois que a KCNA relatou mais 392.920 casos de febre, além de oito novas mortes.

O Norte atribuiu um grande número de mortes a pessoas que foram “descuidadas ao tomar medicamentos”, devido à falta de conhecimento sobre a variante Omicron do coronavírus e seu tratamento correto.

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