Conselho de Ética, órgão que julgará o caso Flordelis, terá retorno adiado

O Conselho de Ética é o órgão que será o responsável por julgar o processo disciplinar contra a deputada Flordelis, no qual ela pode ter seu mandato de deputada cassado por ter sido indiciada como a mandante do assassinato do marido Anderson do Carmo. No entanto, este ainda não tem previsão de retorno de funcionamento na pandemia, nem mesmo de maneira remota, pelo menos, foi o que ficou decidido na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (09). 

Segundo o que foi decidido na Câmara, os deputados resolveram adiar a votação do Projeto de Resolução 53/20, que tem como objetivo fazer com que as comissões da Casa, sendo elas a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, a Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar voltem a funcionar, mesmo que de forma remota. Com isso, o julgamento da cassação do mandato de Flordelis continuará suspenso, pelo menos, por essa semana. A decisão foi tomada ontem (09)

Os deputados decidiram adiar a votação do projeto, pois não chegaram a um acordo no texto apresentado sobre o mesmo. Nenhum dos votantes foi contra o retorno do Conselho de Ética, mas alguns foram contra o retorno da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Isto porque caso a CCJ retorno, a PEC da reforma administrativa, assinada por Bolsonaro, vai começar a tramitar. Essa PEC “altera disposições sobre servidores e sobre empregados públicos”, como o fim da aposentadoria compulsória, a proibição de 30 de férias no ano e a proibição de promoções por tempo de serviço. Por isso, Projeto de Resolução 53/20 foi adiado. 

Flordelis foi acusada de ser a mandante do assassinato de seu marido, o pastor Anderson do Carmo. Os filhos da deputada que estavam envolvidos no crime já foram presos, Flordelis, no entanto, segue em liberdade, por causa de seu foro privilegiado por ocupar o cargo de deputada. No entanto, a Corregedoria analisa o caso e depois encaminhará o processo para o Conselho de Ética. Lá, a deputada pode ter seu mandato cassado e, com isso, o caso será enviado para o plenário. 

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