Concessão da Cedae irá render R$ 5,5 bilhões aos cofres da prefeitura do Rio

A concessão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), que aconteceu na tarde desta sexta-feira em São Paulo, irá render cerca de R$ 5,5 bilhões aos cofres da prefeitura da capital. Isso porque em março o governador em exercício do Rio, Cláudio Castro, e o prefeito Eduardo Paes firmaram um acordo.

Inicialmente, o montante que ficaria com o município era de apenas R$ 1,7 bilhão. Porém Castro abriu mão de parte em troca de Paes renunciar as ações judiciais que poderiam atrapalhar a realização do pregão.

A prefeitura do Rio reivindicava o direito – na qualidade de poder concedente – de realizar, ela mesma, a concessão do tratamento de esgotos da chamada AP-4 (Barra, Recreio e Jacarepaguá), o que foi encerrado no acordo. Já a companhia tentava impedir que a concessão de hoje acontecesse. Agora, segundo o acordo entre Paes e Castro, o município desistirá dos processos assim que pelo menos um dos contratos de concessão for assinado.

Leilão

O leilão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), que aconteceu na tarde desta sexta-feira em São Paulo, arrecadou R$ 22,69 bilhões em outorgas. O mesmo foi dividido em quatro blocos.

A expectativa é que os investimentos alcancem a ordem de R$ 30 bilhões ao longo de 35 anos, sendo que quase metade desse valor deve ser investido nos cinco primeiros anos de contrato. Quatro consórcios participaram da disputa: Aegea, da corretora Ativa; Iguá projetos, da BTG Pactual, Rio Mais Saneamento, do Itaú e Redentor, da corretora XP Investimentos.

A previsão é que as concessionárias assumam os serviços até o início do segundo semestre. Os novos operadores terão a obrigação de universalizar a coleta e o tratamento de esgoto e o fornecimento de água para as 35 cidades, que hoje têm ao todo 13 milhões de habitantes.

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