Comunidade do Santa Marta recebe ação social do Estado após sete anos

Após um período de sete anos, o Governo do Estado voltou a realizar serviços sociais dentro do Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul do Rio. Neste sábado (03/07), em uma ação coordenada pelo RioSolidario, cerca de 200 pessoas foram atendidas por diversos órgãos estaduais, entre eles, o Corpo de Bombeiros, Secretaria de Trabalho, Fundação Leão XIII e a Cedae. Entre os serviços mais buscados, estavam a orientação jurídica, carteiras de trabalho e isenção de taxas para tirar documentos. A Casa da Inclusão e o escritório de advocacia Motta e Lima Advogados Associados, além do Instituto Incluir, também estiveram presentes. O evento foi realizado em parceria com o grupo Mulheres do Bem, de Jurema Carvalho, e a Associação de Moradores do Santa Marta. – É um dia especial para nós, do RioSolidario. A gente vê o tamanho da carência de serviços públicos pelo fluxo de pessoas. Muito bom o Estado estar de volta à favela – avaliou a presidente da instituição, Heloisa Aguiar. Muitos jovens foram ao campinho, entre eles, Carlos Eduardo Evaristo do Nascimento, de 18 anos. Morador do Andaraí e cursando o terceiro ano do segundo grau, ele foi à ação com a namorada, Alana da Silva Hilário, e conseguiu finalmente tirar sua carteira de trabalho. – Já estava querendo tirar há um bom tempo porque no sistema aparecia para eu validar os dados da Previdência. Eu nunca conseguia fazer. Agora vou buscar uma vaga de Jovem Aprendiz – disse Carlos Eduardo, que pretende cursar Biologia. Alta demanda das mulheres por serviços públicos Moradora do Santa Marta, Alana, que conseguiu se cadastrar para uma vaga de Jovem Aprendiz, falou que há sete anos não via uma ação social na região. – Foi ótima porque a ação na favela dá oportunidade para quem precisa, mas não consegue sair daqui – afirmou ela. O diretor da Fundação Leão XIII, Thiago Ribeiro, identificou uma grande demanda de mulheres que estavam em busca de serviços públicos. – Houve uma procura muito grande, o que mostra que a comunidade estava carente desses serviços – concluiu Ribeiro. O presidente da Associação de Moradores do Santa Marta, Zé Mário Hilário, agradeceu à iniciativa do governo estadual. – Ninguém vinha no Campinho há muito tempo. Ações como essa eram sempre feitas na praça Corumbá, que fica no asfalto. Por isso estou feliz: o pessoal veio exercer e buscar a sua cidadania. Dá orgulho! – comemorou Zé Hilário.

Além da Fundação Leão XIII, a Secretaria de Trabalho teve grande procura para fazer carteira de trabalho e busca de encaminhamento para emprego. Já o Corpo de Bombeiros fez 19 encaminhamentos médicos e 60 pessoas buscaram orientação jurídica. O Instituto Incluir realizou contações de histórias e fez oficinas para entreter as crianças.

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